Política

Governador Wellington Dias defende Estatuto do Desarmamento

O estatuto dispõe sobre o “registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição”.

Andressa Martins
Teresina
- atualizado

Durante a comemoração de seus 57 anos, na manhã desta sexta-feira (16), o governador Wellington Dias (PT) defendeu o Estatuto do Desarmamento, sancionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. O estatuto dispõe sobre o “registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição”.

Com o Massacre em Suzano, acontecido na última quarta-feira (13), o estatuto voltou a ser discutido em diversos setores da sociedade. Nesta quinta-feira (14), o governador participou do Fórum Nacional dos Governadores do Nordeste, em São Luís, onde os representantes dos estados defenderam a criação de um Fundo Nacional de Segurança e a proteção das fronteiras.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Wellington Dias Wellington Dias

“Tiramos uma posição a partir desse episódio de Suzano de defender a Lei do Desarmamento. O Estatuto do Desarmamento é um instrumento que é adequado. O que defendemos é que se tenha o Fundo Nacional de Segurança e o Plano Nacional de Segurança onde possamos proteger as fronteiras do Brasil para não ter a entrada de armas e de drogas”, afirmou.

Armamento pesado

Wellington também citou a maior apreensão de fuzis do país durante as investigações do assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco. Na ocasião foram encontrados 117 armas de alto calibre. Para o governador, o problema se dá pela falta de fiscalização nas fronteiras.

“A gente viu agora na prisão de uma pessoa acusada do assassinato da Marielle uma quantidade enorme de armas de alto calibre em um apartamento. De onde vem essas armas? Armas que são utilizadas pela Marinha. Nossas fronteiras estão deixando entrar facilmente”, disse Wellington.

O governador entendeu que “se as armas das fábricas dentro do Brasil são controladas”, existe uma “necessidade” de controlar as fronteiras. O petista também avaliou como “corajosa” a atitude do Nordeste em defender o estatuto.

“Se as armas das fábricas dentro do Brasil são controladas, há a necessidade para esse controle [das fronteiras]. Há necessidade então de se ter investimentos maiores nessa área e com mais armas vamos ter mais crimes. Então acho que é uma posição corajosa do Nordeste e fazemos esse alerta ao Brasil”, concluiu o governador.