Piauí

Governador Wellington Dias vai receber mãe de Emilly Caetano

“Recebi um pedido da mãe da Emilly para que eu pudesse recebê-la e a receberei com todo o prazer, junto com nossa equipe", afirmou o governador.

THAIS GUIMARÃES
- atualizado

O governador Wellington Dias vai receber em uma reunião com sua equipe a senhora Dayanne Costa, mãe da pequena Emilly Caetano da Costa, 9 anos, assassinada por um policial militar no dia 25 de dezembro. O encontro ainda não tem data marcada.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Governador Wellington DiasGovernador Wellington Dias

“Recebi um pedido da mãe da Emilly para que eu pudesse recebê-la e a receberei com todo o prazer, junto com nossa equipe, consciente de que ninguém pode mais trazer volta a vida dessa criança”, colocou o chefe do executivo estadual.

Wellington também falou sobre as decisões judiciais que reencaminham policiais reprovados em testes psicotécnicos à corporação da Polícia Militar. “É bom lembrar, estamos falando de mais um policial que foi reprovado no teste psicotécnico, o que prova que o teste tem muita eficiência. Por uma decisão judicial somos obrigados a admiti-lo e vêm as consequências como essa”, afirmou.

  • Foto: FacebookEmíle Emilly Caetano

O governador ponderou que a questão não deve incidir sobre o Poder Judiciário, mas sobre a importância dos testes psicotécnicos. “Não estamos falando da competência do judiciário, mas é a necessidade de se verificar a parte técnica, estamos falando de equipes que tem psicólogos, psiquiatras, vários profissionais que dão um parecer. Tenho todo o respeito pelo Judiciário, mas é importante que a gente tenha um cuidado todo especial quando o procedimento diz respeito ao cuidado com a vida”, finalizou.

Caso Emilly

Emilly Caetano da Costa, de 9 anos, morreu ao ser atingida com dois tiros durante uma abordagem da Polícia Militar na Avenida João XXIII, localizada na zona leste de Teresina, na noite do dia 25 de dezembro de 2017. A criança, juntamente com os pais e três irmãs, estavam em um veículo modelo Renault Clio.

Evandro Costa e Dayanne Costa, pais de Emilly, também foram baleados dentro do carro. Os dois policiais, Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves, que participaram da ação estão presos no presídio militar.