São Luís - MA

Governo Flávio Dino pagou R$ 68 milhões a empresa alvo de investigações

Os contratos foram feitos pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Secretaria de Estado da Infraestrutura e Gerência de Inclusão Socioprodutiva, e Secretaria de Estado da Fazenda.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado

O Governo Flávio Dino tem, desde o ano de 2015, contrato com a empresa BFX Construções e Comércio Ltda para a realização de vários serviços em municípios maranhenses. A empresa já foi alvo de vários escândalos, acusada de ser “de fachada” e de fraudar licitações.

Somente entre 2015 e os cinco primeiros meses de 2018 a empresa já recebeu do Governo Flávio Dino R$ 68.221.814,19. Foram R$ 23.032.288,50 recebidos em 2015; R$ 16.884.440,03 no ano de 2016, R$ 15.682.079,75 no ano passado e neste ano, a BFX já recebeu 12.623.005,91.

  • Foto: Débora Dayllin/GP1Governador Flavio DinoGovernador Flavio Dino

Os contratos foram feitos pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Secretaria de Estado da Infraestrutura e Gerência de Inclusão Socioprodutiva, e Secretaria de Estado da Fazenda.

Ações na Justiça

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público Federal no Maranhão ajuizou ação civil de improbidade administrativa contra o prefeito de Aldeias Altas, José Reis Neto, os empresários Gernedes Getúlio Brito Targino e Lúcia de Fatima Brito Targino e a BFX Construções e Comércio Ltda por dano ao erário e enriquecimento ilícito.

Segundo a denúncia, a BFX Construções e Comércio Ltda, representada pelos seus sócios Gernedes e Lúcia de Fátima, recebeu a título da execução das obras de Convênio nº 383/2003 o montante total de R$ 205.200,19, tendo executado somente o equivalente a R$ 170.297, 81, desviando em proveito próprio e causando ao erário dano na cifra de R$ 34. 845,91 no ano de 2009, com o consentimento do prefeito José Reis Neto.

A empresa e Gernedes também são alvos de uma ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público do Estado, em março de 2016, que tramita na Vara Única de Santa Rita, acusados de violação aos princípios administrativos. A última movimentação ocorreu em outubro de 2017 informando que os autos estão conclusos para despacho.

Outro lado

A assessoria de comunicação do Governo do Estado não se manifestou sobre o caso.

Nenhum responsável pela empresa foi localizado.