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Irmã Dulce já trabalhava com os pobres desde noviça em Sergipe

Convento onde a religiosa passou parte da juventude fará missa em homenagem à religiosa.

Por  Estadão Conteúdo

O município de São Cristóvão, em Sergipe, a quarta cidade mais antiga do Brasil, foi uma dos locais onde viveu Irmã Dulce, que, neste domingo, 13, foi canonizada no Vaticano pelo papa Francisco. Entre 1933 e 1934, quando tinha 19 anos, ela morou no Convento São Francisco durante um ano e seis meses para o noviciado na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

O frei Cláudio, prior do Convento dos Carmelitas, disse que Irmã Dulce "viveu a vida normal de noviça" no período de formação, uma vida dedicada a oração e trabalho. "Ela se dedicou a assimilar a identidade da congregação", contou o frei.

Ele conta que, quando Irmã Dulce chegou de Salvador, tinha uma experiência de vida eclesial e que "já trabalhava com os pobres".

Hoje, o convento onde a religiosa viveu abriga somente homens e mantém um museu com pertences da então noviça. "Nós, homens, retornamos aqui depois de dois séculos e temos 12 noviços provenientes de vários Estados, principalmente do Nordeste."

A Santa Dulce dos Pobres será homenageada às 17 horas deste domingo na Igreja do Carmo, no Convento dos Carmelitas, em uma missa presidida pelo arcebispo de Aracaju, dom João José Costa.

Embaixadora

Todo o processo de canonização teve o papel fundamental da advogada Ana Lúcia Aguiar, que hoje é uma espécie de embaixadora da freira em Sergipe.

"Estou em estado de graça, com muita emoção, muita fé. Deus me concedeu uma grande graça, com Irmã Dulce em vida, quando me protegeu em um momento perigoso com meu filho no colo", contou. "Há 27 anos, me dedico às obras para que eu possa dar esse testemunho de amor. Distribuo santinhos, acolho os pobres e os levo para atendimento médico e para um abrigo."

Além disso, ao tomar conhecimento do primeiro milagre de Irmã Dulce, Ana Lúcia atuou no processo que está levando a religiosa à canonização.

"Deus me deu a graça de revelar esse milagre que a levou à condição de beata", frisou Ana Lúcia. "Acompanhei todo esse processo, guardei esse segredo até o Vaticano reconhecer o milagre e considerá-la uma beata." Irmã Dulce tornou-se beata em 22 de maio de 2011.

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