Coronel José Dias - PI

Justiça marca julgamento de ação penal contra o prefeito Maninho

O gestor teve apreendido pela Polícia Federal, no Aeroporto Petrônio Portella, dez cartuchos de munição calibre 380, quando estava prestes a embarcar com destino a São Paulo.

Gil Sobreira
Teresina
- atualizado

O juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Teresina designou para o dia 04 de setembro deste ano, audiência de instrução e julgamento da ação penal em que é réu o prefeito de Coronel José Dias, Manoel Oliveira Galvão (PSB), o conhecido “Maninho Atacadista”.

Maninho teve apreendido pela Polícia Federal, no Aeroporto Petrônio Portella, no dia 18 de outubro de 2015, por volta das 02h, dez cartuchos de munição calibre 380, quando estava prestes a embarcar com destino a São Paulo. A munição de uso permitido foi detectado na bagagem de Maninho durante a inspeção por meio de Raio X.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Prefeito de Coronel José Dias, Manoel Oliveira Galvão, o ManinhoPrefeito de Coronel José Dias, Manoel Oliveira Galvão, o Maninho

Em depoimento à Polícia Federal, Maninho afirmou que possui uma arma calibre 380 registrada no Sinarm (Sistema Nacional de Armas) e que havia guardado a munição dessa arma na bolsa que utilizou para uma outra viagem e não teria se lembrado de retirar a munição. Afirmou que não tinha conhecimento que estava transportando a munição e que não teve a intenção deliberada de transportar a munição.

De acordo com o promotor Plínio Fabricio de Carvalho Fontes, da 4ª Promotoria de Justiça de Teresina, Maninho praticou o crime previsto no art. 14, da Lei 10.826/2003 (Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar).

A pena prevista para o crime é a de reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Como Maninho foi diplomado e empossado prefeito, o processo deverá ser remetido ao Tribunal de Justiça do Piauí, que tem a competência de processar e julgar os prefeitos municipais nos crimes comuns.

Outro lado

O prefeito Maninho Atacadista alegou, em entrevista ao GP1 nesta terça-feira (10), que possui uma arma legalizada na Polícia Federal e que no momento do ocorrido estava sem a documentação que provaria o porte legal. “Tinha uma cartela de bala dentro da minha bolsa que foi esquecido, mas eu tenho autorização para comprar a munição, tenho arma em casa e no momento eu não portava o documento da arma”, justificou o prefeito.

Ele ainda afirmou não entender o porquê da divulgação da matéria. “Não é nenhum motivo de publicar, não sei por que estão investigando minha vida particular, mas tudo bem. Isso aí não é vida de prefeito é uma coisa particular da minha pessoa física", finalizou.