Brasília - DF

Kajuru chama Gilmar Mendes de canalha em entrevista exclusiva ao GP1

“Basta fazer uma consulta à população e verificar a revolta e a indignação, em especial para com este ministro. É hora dele se retirar e nem sair de casa", disparou o senador.

Germana Chaves
Teresina
- atualizado

O senador eleito pelo estado do Goiás, Jorge Kajuru (PSB), concedeu entrevista exclusiva ao GP1 nesta quinta-feira (11). Na oportunidade, ele falou de diversos assuntos, dentre eles, sobre o ministro Gilmar Mendes a quem ele teceu duras críticas e afirmou se utilizar de ações “canalhas” no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Kajuru, as manifestações populares direcionadas ao ministro por si só revelam a avaliação negativa dele perante à sociedade brasileira. “São canalhas [as ações de Gilmar]. Basta fazer uma consulta à população e verificar a revolta e a indignação, em especial para com este ministro. É hora dele se retirar e nem sair de casa. Basta ver quando ele sai de casa as reações populares”, disparou o senador.

  • Foto: Agência SenadoJorge KajuruJorge Kajuru

Impeachment de Gilmar Mendes

Kajuru é responsável pelo requerimento que pede o impeachment de Gilmar Mendes. Ele antecipou que vai recorrer à colaboração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em favor da proposição.

“Fui o primeiro a assinar e criar um requerimento onde até agora tem 29 assinaturas. Pediremos ao presidente do Senado que se manifeste para a abertura da discussão do pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes com voto aberto no plenário”, disse o senador.

Jorge Kajuru acredita que a falta de apoio de seus pares ao pedido de impeachment poderá significar o “enterro político” dos contrários e lembrou que o voto aberto vai oportunizar a proximidade da sociedade com a questão.

  • Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão ConteúdoGilmar MendesGilmar Mendes

“É difícil fazer uma afirmação [sobre apoios]. O voto vai ser aberto no plenário e o Brasil vai ver. Você como jornalista sabe que o senador vai ter que contar até dez, porque pode significar o enterro político dele. Ele vai ter carimbado no currículo, isto que para mim é uma mancha. Eu não vou me manchar, pois desse chiqueiro eu quero sair sem levar nem o cheiro e nem a catinga”, disparou o senador.

Kajuru falou que o pedido de impeachment de Gilmar Mendes está embasado em 32 fundamentos do jurista Modesto Carvalhosa.

Fim da reeleição

O senador do PSB garantiu ainda que vai seguir defendo que seja aprovado o fim da reeleição para cargos do Executivo, o que atingiria os cargos de presidente, governador e prefeito.

Kajuru antecipou que vai apresentar um Projeto de Lei para ser apensado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que está na CCJ do Senado pronta para apreciação em plenário.

“Tenho um projeto de lei e uma posição clara da maior parte da sociedade brasileira. Ouvimos durante a eleição o presidente Bolsonaro propagar que era contra a reeleição. Baseado nestes pontos, entrei com um projeto onde no Executivo, prefeitos, governadores e presidentes, fiquem quatro e mais, ou seja, cinco anos de mandato sem o direito de reeleição”, contou.

  • Foto: Agência SenadoSenador Jorge Kajuru Senador Jorge Kajuru

O senador contou ainda que existem mais quatro Projetos de Lei para serem anexados à PEC do fim da reeleição. Ele será o relator desses projetos.

“A presidente da CCJ, Simone Tebet, vai apensar todos esses cincos projetos que existem na Casa e eu serei o relator único para todos esses projetos, senão, vai virar uma confusão. Agora vamos esperar que dia ela vai colocar em pauta e me entregar para ser o relator do projeto do fim da reeleição no Executivo”, ponderou.

No caso da reeleição para o legislativo, Jorge Kajuru prometeu um novo projeto para debater o assunto. “No legislativo estou preparando um projeto também para definir um tempo e acabar com essa história de deputado e de vereador ficarem 30, 40 anos no poder”, sentenciou.

Fundeb

O senador se pronunciou sobre a PEC que torna permanente o Fundeb. Ele comemorou as manifestações de apoios da maioria dos senadores à Proposta.

“Ela é de minha autoria porque seria o fim do mundo em 2020 como está estabelecido, o fim do Fundeb. Ele é fundamental e graças a Deus tenho o apoio de todos os líderes do Senado. O primeiro a se manifestar foi o senador Eduardo Braga que me disse: ‘Kajuru o seu projeto é ótimo, mas, vamos até melhorá-lo, ou seja, queremos mais e queremos discutir agora para não deixar para 2020 para ver o que esse governo pensa da importância do Fundeb para mais de 600 mil crianças’”, concluiu.

Outro lado

O GP1 tentou contato com o ministro Gilmar Mendes, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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