Teresina - PI

Marcado julgamento de PM acusado de tentar matar esposa em Teresina

O acusado virou réu na Justiça no dia 30 de julho deste ano, quando a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, recebeu denúncia contra o sargento.

Davi Fernandes
Teresina
- atualizado

A 2ª Vara do Tribunal de Justiça do Piauí, marcou para o dia 29 de outubro a audiência de instrução e julgamento do sargento da Polícia Militar do Piauí, João Paulo Norões de Lima Menezes, acusado de tentar matar a esposa A. K. B. L, com agressões no dia 2 de julho deste ano.

O acusado virou réu na Justiça no dia 30 de julho deste ano, quando a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, recebeu denúncia contra o sargento.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1Sargento Menezes sendo conduzido para o IMLSargento Menezes sendo conduzido para o IML

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí, no dia 02 de julho deste ano, por volta das 20h, no Residencial Jacinta Andrade, o acusado segurou a vítima por um dos braços, assim que ela entrou na residência do casal, e passou a agredi-la verbal (chamando-a de ordinária, cretina e vagabunda) e psicologicamente (ameaça de morte, chantagem, insultos e restrição de liberdade), culminando com violência física.

Segundo a denúncia, as agressões aconteceram porque a vítima não teria dado atenção ao sargento ao longo do dia, bem como não o teria deixado participar da vida financeira da vítima.

“O acusado arrastou a vítima para o quarto do casal, onde, utilizando as mãos, tentou esganar e sufocar a vítima, afirmando que ceifaria sua vida naquela data. Nesse ínterim, a vítima chegou a perder as forças quando tentava se defender, momento em que o investigado a soltou e saiu em busca da sua arma de fogo para concluir o feminicídio, a todo tempo xingando a vítima e asseverando que a mataria (ameaça), de modo que, durante toda a ação delitiva, o acusado reiterava a sua certeza que ninguém ouviria as rogativas da vítima, em virtude da distância do imóvel em relação aos vizinhos”, descreveu a denúncia.

Consta ainda que a vítima conseguiu evadir-se para o banheiro, trancando a porta e impedindo que o sargento adentrasse o cômodo, no entanto, ele conseguiu arrombar a porta e de lá retirou a vítima pelos cabelos e levou-a para o carro.

“Ato contínuo, quando o acusado tentou deixar o imóvel, a vítima, ciente que estava em situação de extremo perigo, conseguiu segurar a trava da porta do automóvel e, aproveitando um segundo de desleixo do agressor, abandonou o veículo e correu em direção a residência da vizinha mais próxima, lá conseguiu abrigar-se, mesmo sendo perseguida pelo agressor que, inclusive, chegou a subir no muro da referida residência, portando arma de fogo, mas não conseguiu descer na parte interna do imóvel, sendo compelido, por circunstâncias alheias à sua vontade, a abandonar a empreitada criminosa”, concluiu a denúncia do Ministério Público.

Ao receber a denúncia, o magistrado destacou que a mesma está instruída com a prova da materialidade do delito e indícios da autoria atribuída ao acusado, além de estarem presentes as condições da ação e lastro probatório dos fatos narrados na peça inicial.

Entenda o caso

O sargento da Polícia Militar do Piauí, João Paulo de Lima Menezes, foi preso no dia 10 de julho, em Teresina, pelo Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), sob acusação de agredir a própria esposa no dia 02 de julho.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela equipe da delegada Luana Alves, presidente do inquérito. “Ele não tentou reação e foi encontrado na casa onde ele morava antes de se relacionar com a vítima. Ele estava tranquilo, obedeceu aos comandos e não nos causou nenhum transtorno”, informou a delegada.

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