Política

Michel Temer pode acabar com intervenção para votar Previdência

Durante uma intervenção, Propostas de Emenda à Constituição (PECs) não podem ser votadas, impedindo assim que a reforma da previdência seja analisada na Câmara Federal.

BÁRBARA RODRIGUES
DE TERESINA
- atualizado

Nesta terça-feira (13), o presidente da república Michel Temer (MDB) afirmou que em setembro desde ano poderá encerrar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o que irá permitir que a reforma da Previdência possa ser votada na Câmara dos Deputados.

Durante uma intervenção, Propostas de Emenda à Constituição (PECs) não podem ser votadas, impedindo assim que a reforma da previdência seja analisada na Câmara Federal, mas isso não impede que mudanças das regras previdenciárias sejam analisadas e debatidas no Congresso.

“Nós decretamos a intervenção no Rio de Janeiro e, em face a intervenção, não se pode tramitar emendas à Constituição. Não é improvável, espero que seja assim, que até setembro, mais ou menos, as coisas estejam entrando nos eixos no Rio de Janeiro, e eu possa fazer cessar a intervenção. Se fizer cessar, ainda tenho uma parte de setembro, de outubro, novembro, dezembro, para aprovar a reforma da Previdência”, afirmou.

  • Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão ConteúdoMichel TemerMichel Temer

Apesar de insistir na votação da reforma, o presidente ainda precisa conseguir 308 votos. Apoio que ele ainda não tem. Parlamentares da oposição até justificaram essa falta de apoio como um dos motivos para a intervenção no Rio de Janeiro, já que a proposta que faz mudanças na previdência seria votada no dia 19 de fevereiro, mas dias antes, o governo anunciou a intervenção. Isso paralisou a votação e garantiu mais tempo para o presidente conseguir os votos.

O chefe do executivo nacional defendeu mudanças na Previdência Social e criticou os que atuam contra ela, defendendo a igualdade de condições na aposentadoria para funcionários públicos e privados. “Nós sofremos uma campanha brutal ao longo do tempo por causa da reforma previdenciária. Por causa dos privilegiados que teriam redução nos seus direitos. Diria eu, eles não teriam, digamos assim, a impossibilidade de se aposentar com R$ 33 mil. Poderiam fazê-lo. Teriam até R$ 5.645 de pagamento do INSS e, o que excedesse disso, comportaria na chamada previdência complementar”, defendeu.

Ele também defendeu seu posicionamento. “Acho que fiz muito pelo país, fizemos muito, mas confesso que [houve] essas questões destrutivas daqueles privilegiados que tentaram me degradar moralmente. E eu tenho dito que não vou mais tolerar isso. Agora vou combater isso até porque os meus detratores ou estão na cadeia ou estão desmoralizados”, afirmou.

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