Santa Cruz do Piauí - PI

Ministério Público investiga gestão do prefeito Barroso Neto

A portaria nº 64/2018 foi assinada pelo promotor de Justiça Antônio César Gonçalves Barbosa, no dia 22 de novembro deste ano.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado

O Ministério Público do Estado instaurou procedimento administrativo para investigar irregularidades nos gastos de recursos públicos no município de Santa Cruz do Piauí, administrado pelo prefeito Barroso Neto. A portaria nº 64/2018 foi assinada pelo promotor de Justiça Antônio César Gonçalves Barbosa, no dia 22 de novembro deste ano.

O promotor destacou que inicialmente foi aberta uma notícia de fato para apreciar denúncia referente a supostas irregularidades nos gastos de recursos públicos, incluindo repasses de programas federais em face da Administração Pública do Município de Santa Cruz do Piauí após denúncia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santa Cruz do Piauí (SINSEPM-SC-PI), no dia 16 de abril de 2018.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Prefeito de Santa Cruz do Piauí, Barroso NetoPrefeito de Santa Cruz do Piauí, Barroso Neto

O sindicato denunciou que, no referido município, os recursos públicos não estão sendo utilizados de forma correta, uma vez que faltam médicos para atender a população, que não cumprem sua carga horária, apesar de receberem mensalmente remunerações exorbitates, bem como há escassez de medicamentos e precariedade quanto aos transportes do serviço da saúde.

O membro do MP determinou envio de ofício à Prefeitura de Santa Cruz do Piauí para enviar, no prazo de 30 dias, documentos referentes à relação dos médicos que prestam serviço, com os respectivos contratos de trabalho, bem como suas respectivas portarias, escalas de serviço e registros de frequência. Quanto ao médico Ubiratan Martins dos Santos Segundo foi requisitado à prefeitura os contracheques dos últimos 12 meses.

Foi requisitado também cópias dos processos licitatórios de aquisição de combustível, de peças e serviços de mecânica automobilística e de medicamentos no município, nos anos de 2017 e 2018, dos contratos firmados junto à administração pública decorrentes dos certames em comento, bem como das suas respectivas notas de consumo e pagamento.

Outro lado

O médico Ubiratan afirmou que tem realizado o seu trabalho da forma correta e que tem sofrido perseguição. "Faço parte do quadro de médicos da equipe de saúde do município, ESF, como também como médico suporte da Unidade Mista de Saúde, com proventos e carga horária devidamente declarados . Não entendo tamanha perseguição com minha pessoa, não tenho cargo público no município e tento realizar a medicina de forma humana e igualitária", afirmou.

O prefeito não foi localizado pelo GP1.