Ciência e Tecnologia

Nasa revela detalhes sobre corpo celeste mais distante explorado

Imagem feita por sonda aponta que o Ultima Thule é um asteroide; com formato de amendoim, corpo celeste fica a 6,5 milhões de quilômetros de distância do Sol.

Por  Estadão Conteúdo

A agência aeroespacial norte-americana Nasa anunciou nesta terça-feira, 1º, os primeiros detalhes sobre o Ultima Thule, o objeto celeste mais distante já explorado pela humanidade. O corpo celeste fica localizado no Cinturão de Kuiper, no Sistema Solar, a 6,5 milhões de quilômetros de distância do Sol, e foi registrado pela sonda New Horizons.

Segundo o cientista Hal Weaver, da Universidade Johns Hopkins, o Ultima Thule é um asteróide com uma forma similar a um amendoim. Antes do registro da sonda, era cogitado que o objeto era resultado da uma união de objetos planetários. "Isso (o formato) é bastante comum entre os corpos celestes pequenos do Sistema Solar", disse Weaver em uma coletiva de imprensa.

  • Foto: Nasa/Joel Kowsky/Nasa/AFPNasa anunciou detalhes sobre o Ultima Thule, objeto celeste mais distante já explorado pela humanidade Nasa anunciou detalhes sobre o Ultima Thule, objeto celeste mais distante já explorado pela humanidade

Weaver explicou que o formato seria um dos motivos para o asteroide apresentar variações de brilho. Ele afirmou, ainda, que imagens de maior resolução serão divulgadas em fevereiro, o que poderá trazer mais detalhes sobre o objeto.

O cientista ressaltou, também, que o registro é resultado de mais de três anos e meio de trabalho. A imagem foi feita a cerca de 3,5 mil quilômetros de distância e por volta da meia-noite, sendo recebida pela estação de rastreio às 10h30 desta terça-feira (horário local).

Uma das metas da New Horizons é determinar a duração da rotação do Ultima Thule, que tem apenas 30 quilômetros de diâmetro. Os cientistas acreditam que o movimento dure de 15 a 30 horas, mas os dados são considerados insuficientes para comprovar a hipótese.

Queen divulga tributo ao New Horizons

"Ultima Thule" é um termo de origem grega utilizado por antigos geógrafos romanos da época medieval para indicar um lugar "situado mais adiante do mundo conhecido". O nome foi escolhido em um concurso promovido pela Nasa em 2014, que, até então, se referia ao objeto como MU69.

Após a confirmação do registro, o chefe da Nasa, Jim Bridenstine, declarou que os cientistas envolvidos, equipe que reúne a Nasa, a Universidade Johns Hopkins e o Instituto de Investigação Southwest, "voltaram a fazer história".

Na segunda-feira, 31, o perfil oficial da banda Queen divulgou um tributo à New Horizons criado pelo músico Brian May, que é astrofísico.

Confira o vídeo:

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