Bizarro

Polícia faz campanha para que cachorros usem sapatos na Suíça

Nos últimos dias, o país dos Alpes tem sofrido com temperaturas fora do comum para a região, com índices acima de 33ºC.

Por  Estadão Conteúdo

A onda de calor que assola a Europa tem preocupado a polícia da Suíça por um motivo inusitado: as eventuais queimaduras nas patas dos cachorros da cidade de Zurique.

Num gesto sem precedentes, a polícia da maior cidade do país lançou uma campanha para solicitar que os donos de cães coloquem sapatos nas patas dos animais. Nos últimos dias, o país dos Alpes tem sofrido com temperaturas fora do comum para a região, com índices acima de 33ºC.

  • Foto: Polícia de Zurique/FacebookPolícia faz campanha para cachorros usarem sapatosPolícia faz campanha para cachorros usarem sapatos

"Quando um cachorro anda no asfalto quente, ele pode queimar seus pés, assim como uma pessoa andando descalço", disse à rádio SRF o porta-voz da polícia local, Michael Walker. Segundo ele, temperatura de 30°C pode significar uma até 55°C no chão.

Os policiais passaram a mandar unidades para conversar nas ruas com pessoas que estejam caminhando com seus animais, sempre pensando em evitar a dor dos cães.

A unidade tem até mesmo uma metodologia para ensinar aos donos dos animais como saber se o chão está quente. Basta colocar a mão no asfalto e mante-la por cinco minutos. Se não for quente demais, o animal também pode suportar.

Além dos sapatos, a polícia também pede que os donos de animais não se esqueçam de hidratar os cachorros.

Em 2010, os cidadão suíços foram às urnas para votar uma proposta de lei para criar advogados para os animais, pagos pelo Estado. Cada cantão suíço passou a ter um advogado para representar cachorros, gatos, porcos, coelhos e qualquer outra animal no tribunal.

O sistema funciona da seguinte maneira: se alguém souber de uma situação em que um animal está recebendo maus-tratos de seu proprietário, uma queixa na Justiça poderá ser formulada por um vizinho, amigo ou qualquer pessoa. O animal em questão é, então, defendido pelo advogado pago pelo Estado.

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