Campo Maior - PI

Preso cava buraco em cela e foge da delegacia de Campo Maior

Ele havia sido preso no último sábado em uma operação do 15º BPM.

Brunno Suênio
Teresina
- atualizado

Um homem identificado como André Luiz Soares da Silva, vulgo “pangaré”, fugiu da delegacia de Campo Maior na manhã desta segunda-feira (11), pouco mais de 24 de sua prisão, ocorrida na noite do último sábado (09) em uma operação do 15º Batalhão da Polícia Militar no bairro Santa Rita.

De acordo com o delegado regional da Polícia Civil de Campo Maior, Andrei Alvarenga, o preso conseguiu fazer um buraco na parede da cela e empreendeu fuga. “Ele cavou um buraco na parede no turno da manhã e assim que foi percebida imediatamente a equipe caiu em campo, mas ele conseguiu se evadir. Eu estava dentro do mato agora a pouco atrás desse indivíduo, por que na última vez que ele foi preso foi uma operação de guerra”, comentou o delegado Andrei.

  • Foto: Divulgação/PM-PIAndré Luiz Soares da SilvaAndré Luiz Soares da Silva

Em entrevista ao GP1, o comandante do 15ºBPM, major Etevaldo Alves, informou que “pangaré” era considerado foragido da Justiça e que os policiais estavam tentando localizá-lo há 15 dias. Para sua prisão, no último sábado, foi necessário o apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

“Durante 15 dias nós montamos uma operação para conseguir localizá-lo. Ele é um indivíduo que dá muito trabalho para a polícia em Campo Maior, pois ele é acusado de vários assaltos a mercadinhos, farmácias e padarias. Ele mesmo disse que é especialista em roubar motos e para roubar os caixas de estabelecimentos comerciais. Ele foi preso e para a nossa surpresa ele conseguiu fugir da delegacia”, pontuou.

O delegado Andrei Alvarenga informou ainda que já encaminhou ofício à Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí, alertando sobre a fragilidade da delegacia e lamentou a situação. “Eu enviei ofício para juiz, promotor, delegacia geral, secretaria de segurança pública narrando a violação de direitos humanos, todos narrando a situação nas celas que nós temos aqui. Agora o TJ quer fazer audiência de custódia se não tem estrutura, faz como?”, frisou.