Brasil

Pretos e pardos têm duas vezes mais chances de serem assassinados

Segundo a pesquisa, pessoas negras ou pardas tinham 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio em relação à pessoas brancas.

Willyam Ricardo
Teresina
- atualizado

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na manhã desta quarta-feira (13), uma pesquisa que mostra que a taxa de homicídio de pessoas pardas ou negras aumentou de 37,2 para 43,4 mortes para cada 100 mil habitantes, no período de 2012 a 2017.

Segundo a pesquisa, o índice de pessoas brancas, vítimas de homicídio, ficou estável entre 15,3 e 16 para cada 100 mil habitantes. Essa diferença significa que pessoas negras ou pardas tinham 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio.

Entre os jovens, o índice é ainda mais agravante, segundo a pesquisa, pois a taxa de homicídios chega a 98,5 entre pessoas pretas ou pardas de 15 a 29 anos. Entre os jovens brancos na mesma faixa etária, a taxa é de 34 por 100 mil habitantes.

Quando o contexto social é analisado, o IBGE informa que “estudantes pretos ou pardos do 9° ano do ensino fundamental vivenciavam mais experiências violentas do que os brancos. Frequentar escolas situadas em áreas de risco de violência, ter sido agredido por algum adulto da família, envolvimento em briga com uso de arma de fogo ou de arma branca – todas essas variáveis estavam presentes mais intensamente no dia a dia de pretos ou pardos”.

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