Teresina - PI

Processo contra Allisson Wattson será concluído até fevereiro

O comandante da Polícia Militar do Piauí explicou que o processo ainda não foi concluído por conta do recesso do Poder Judiciário.

Raisa Brito
Teresina
- atualizado

Em entrevista ao GP1, o comandante da Polícia Militar do Piauí, Coronel Carlos Augusto, informou que o processo que tramita na Corregedoria da PM contra o capitão Allisson Wattson deve ser concluído no final de janeiro ou início de fevereiro. Allisson é réu confesso do assassinato da morte da namorada, a estudante de direito Camilla Abreu.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Coronel Carlos AugustoCoronel Carlos Augusto

Ele explicou que o processo ainda não foi concluído por conta do recesso do Poder Judiciário: “Ele não foi concluído essa semana porque todo o procedimento que é feito nesse Conselho de Justificação, embora seja procedimento administrativo, é necessária a presença do advogado para acompanhar o depoimento das testemunhas, inclusive dele, e o advogado disse que só vai depois das férias forenses, já que a OAB também faz parte. Então, ele [advogado] está de recesso até o dia 20 de janeiro, e nesse caso o prazo fica suspenso, mas só por causa do recesso, se não já estaria concluído”, afirmou.

O comandante disse então que o processo deve ser concluído até o início de fevereiro: “Dia 21 de janeiro vão terminar de ouvir as testemunhas, dia 24 vão dar as alegações finais, e eu acredito que até o final de janeiro, início de fevereiro, conclui-se todo o procedimento, está perto”, garantiu.

Entenda o caso

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu no dia 26 de outubro. Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias, retornando apenas na sexta-feira (27) e afirmou não saber do paradeiro da jovem.

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do Rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allisson disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido.

  • Foto: Facebook/Camilla Abreu e Allisson WattsonCamilla Abreu e Allisson Wattson Camilla Abreu e Allisson Wattson

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro.

Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allisson disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. No dia 31 de outubro, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante.

Na manhã de 1º de novembro, o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu. Laudo cadavérico da estudante Camilla Abreu concluiu que a jovem foi arrastada antes de morrer.

O capitão virou réu na Justiça depois que a juíza de direito Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, recebeu denúncia do Ministério Público.