Juazeiro do Piauí - PI

Promotor instaura inquérito contra o ex-prefeito Antônio Nonato

O promotor afirmou que recebeu um ofício do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) pedindo a adoção de providências cabíveis em relação as irregularidades encontradas.

BÁRBARA RODRIGUES
DE TERESINA
- atualizado

O Ministério Público do Estado do Piauí, por meio do promotor Ricardo Lúcio Freire Trigueiro, instaurou um inquérito civil com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito de Juazeiro do Piauí, Antônio Nonato de Andrade Filho.

O promotor afirmou que recebeu um ofício do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) pedindo a adoção de providências cabíveis em relação as irregularidades encontradas no julgamento da prestação de contas anual do município de Juazeiro do Piauí referente ao exercício financeiro de 2011.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Ministério Público do Estado do PiauíMinistério Público do Estado do Piauí

Nesse julgamento realizado pelo TCE foram encontradas irregularidades referentes ao atraso de 32 dias na prestação de contas mensal, sendo que 23 cheques foram devolvidos sem provisão de fundos, débitos com Eletrobras e Agespisa e manutenção de elevado saldo em caixa em valor médio de R$ 182.486,10 mil, aquisição de peças para veículos no valor de R$ 227.345,99 mil sem a especificação de sua destinação, contratações sem licitação.

Devido a essas irregularidades as contas de gestão foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e foi determinada a aplicação de multa no valor de 2.000 UFR-PI.

O promotor afirmou que é necessário investigar o caso, já que “a conduta do ex-gestor público municipal pode ser enquadrada na Lei de Improbidade Administrativa por ofensa aos princípios da Administração Pública e prática administrativa que cause prejuízo ao erário público, bem como o possível cometimento de ato de improbidade pelos terceiros beneficiários de conduta administrativa ímproba”.

Outro lado

Procurado pelo GP1nessa sexta-feira (02), o ex-prefeito não foi localizado para comentar o caso. O GP1 continua aberto a esclarecimentos.