Piauí

Samu já realizou mais 20 mil atendimentos este ano em Teresina

Os atendimentos por ambulância ficaram em média de 4.200 por mês, somando-se às orientações médicas pelo telefone 192, que estão em torno de 2.200 mensais.

DO GP1

Mais de 20 mil atendimentos foram realizados nos quatro primeiros meses deste ano pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Teresina, com destaque para os acidentes de trânsito e urgências clínicas de adultos, ocasionadas por mal súbito, que inclui problemas cardiovasculares, cerebrovasculares, insuficiência respiratórias, entre outros. Os atendimentos por ambulância ficaram em média de 4.200 por mês, somando-se às orientações médicas pelo telefone 192, que estão em torno de 2.200 mensais.

De acordo com estatísticas do Samu, as maiores ocorrências em Teresina se referem a urgências clínicas de adultos, que oscilam entre 800 e 1.000 por mês, seguidas de urgências obstétricas, em torno de 400 atendimentos mensais, e traumas por acidentes de trânsito, que chegam perto de 400 em um mesmo período de 30 dias. Os trotes, por sua vez, ainda preocupam, oscilando entre 14 e 30 por mês.

Segundo a coordenadora do Samu, enfermeira Clara Leal, os trotes colocados nas estatísticas são aqueles feitos por pessoas adultas que sabem o que estão fazendo, criam situações que obrigam o Samu a acionar as ambulâncias para urgências de casos inexistentes, prejudicando o atendimento de quem realmente precisa. Isso, segundo ela, muitas vezes pode resultar em mortes ou sequelas que poderiam ter sido evitadas se a equipe para aquela possível ocorrência não tivesse se deslocando para um trote.

A enfermeira explica que as ambulâncias do Samu só devem ser acionadas em situações de urgência e emergência. “Muitas vezes, recebemos ligações para ocorrências que não se enquadram nesses critérios, gerando até insatisfação por parte de quem faz as ligações, mas há casos em que não há necessidade de deslocamento da equipe. Muitas vezes, explica Clara Leal, o paciente evade-se do local antes da chegada da ambulância, sinalizando que o caso não era de urgência ou emergência.

Pelos números divulgados pelo Samu, no ranking de atendimento realizado pelo serviço, a urgência clínica pediátrica é a quarta maior ocorrência atendida pelos profissionais das ambulâncias, seguida de trauma por queda, trauma por agressão física, urgência psiquiátrica, afogamento, choque elétrico e envenenamento.

Outra preocupação das equipes é com os endereços não localizados. São em média 30 deslocamentos mensais das ambulâncias para endereços que não são encontrados. O Samu faz um apelo para que as pessoas, quando solicitarem o serviço, tenham o cuidado de detalhar com precisão o local exato da ocorrência, com os possíveis pontos de referência.

Equipamentos – O Samu conta hoje com 13 ambulâncias, sendo 10 de suporte básico e três de suporte avançado, além de duas motolâncias. Recentemente, o serviço adquiriu desfibriladores externos automáticos que foram instalados nas ambulâncias de suporte básico para auxiliarem as equipes na recuperação de pacientes em processo de parada cardíaca. A recuperação é feita por meio de aplicação de corrente elétrica.

As três ambulâncias de suporte avançado contam com desfibriladores manuais. Nesse caso, o equipamento não indica que o paciente necessita de corrente elétrica no coração. O médico, devidamente treinado, é quem faz essa indicação baseado em informações passadas pelo aparelho.

Plantões – As ambulâncias do Samu estão em constante prontidão nos hospitais do Parque Piauí, Oséas Sampaio, Buenos Aires, Satélite, Monte Castelo, Promorar, Wall Ferraz, Central de Regulação, Mariano Castelo Branco, Dirceu Arcoverde, Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e Primavera. O hospital de maior referenciamento, ou seja, para onde a maioria dos pacientes é transportada, é o HUT, que no mês passado recebeu 915 pessoas que precisaram de atendimento de urgência.

O tempo-resposta para o socorro às vítimas vem sendo mantido em uma média de 15 minutos do deslocamento das ambulâncias até o local da ocorrência e de 12 minutos até o hospital de referência, na zona urbana. Na zona rural, o deslocamento até o local representa 33 minutos e de 26 minutos até o hospital de referência.

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