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Terrorista transmitiu ao vivo ataque à mesquita na Nova Zelândia

Imagens em primeira pessoa, provavelmente de câmera instalada em capacete, mostram toda a ação do atirador na mesquita Al Noor, onde 41 pessoas foram mortas.

Por  Estadão Conteúdo

Pelo menos 49 pessoas morreram em ataques a duas mesquitas em Christchurch, Nova Zelândia, nesta sexta-feira, 15. Parte da ação foi transmitida ao vivo pela internet após a publicação de um manifesto sobre supremacia branca online.

Imagens angustiantes em primeira pessoa, aparentemente de uma câmera usada pelo atirador enquanto atacava a mesquita Al Noor, no centro da cidade, foram transmitidas no Facebook e causaram questionamentos sobre a capacidade de empresas globais de tecnologia impedirem que conteúdo violento se espalhe pelo mundo.

O Facebook afirmou que tirou do ar rapidamente a conta do atirador, mas o vídeo de 17 minutos mostrando um homem vestido de preto e atirando contra fiéis com fuzis semiautomáticos circula amplamente na web.

  • Foto: ReutersAtaque na Nova ZelândiaAtaque na Nova Zelândia

Nas imagens, que parecem ter sido gravadas de uma câmera instada em um capacete, o atirador dirige até a mesquita e começa a atirar antes mesmo de entrar no prédio. Por cerca de 2 minutos ele dispara contra pessoas que tentam fugir antes de retornar ao seu carro e trocar de arma.

Depois, ele entra novamente na mesquita e volta a atirar, se movimentando metodicamente de sala em sala e disprando contra corpos amontoados nos carpetes verdes do local. Várias vítimas aparecem no vídeo, muitas caídas em cima de outros corpos nos cantos das salas.

Depois de poucos minutos, ele sai do local, entra em seu veículo e começa a dirigir - parando ocasionalmente para atirar em pedestres e falar sozinho. "Não tive nem tempo para mirar, eram muitos alvos", afirmou o atirador em determinado momento.

A polícia neozelandesa disse que trabalha para remover o vídeo da internet e pediu que as pessoas não o compartilhem.

O Facebook afirmou ter alertado as autoridades instantes após o início da transmissão. "Nós removemos rapidamente tanto a conta do atirador no Facebook quanto no Intragram e também o vídeo", disse Mia Garlick, representante da rede social. "Também estamos removendo qualquer elogio ou apoio ao crime e ao atirador assim que temamos conhecimento destes conteúdos."

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