Política

Themístocles Filho diz que Ciro não pode mais ajudar o Piauí

"Daqui a seis meses vocês vão ver os prefeitos do Piauí sentirem saudade do Michel Temer”, afirmou o presidente da Alepi.

Andressa Martins
Teresina
- atualizado

O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Themístocles Filho (MDB), voltou a dizer na manhã desta quarta-feira (9) que o senador Ciro Nogueira (Progressistas) perdeu o prestígio junto ao Governo Federal após a posse de Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista a TV Meio Norte, Themístocles disse que o ex-presidente Michel Temer (MDB) foi o nome que “ajudou” o Piauí.

Themístocles é candidato à reeleição à Presidência da Alepi e disputa com o candidato de Ciro, o deputado Hélio Isaías (Progressistas). A disputa tem se acirrado e ambos tem desferido farpas. Nesta manhã o emedebista disse que os prefeitos do estado “vão sentir saudade do Michel Temer”, se referindo às emendas parlamentares destinadas na época de prestígio do senador.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Themístocles FilhoThemístocles Filho

“Hoje o MDB pode ajudar o estado do Piauí. O senador Ciro não pode não. Porque ele vai ser um senador como outros senadores, mas não vai ter aquele trânsito que tinha com Michel Temer. Essa é a verdade”, afirmou.

“Quem ajudou foi o presidente Michel Temer. Daqui a seis meses vocês vão ver os prefeitos do Piauí sentirem saudade do Michel Temer”, continuou o presidente da Alepi.

Ministérios

Questionado sobre a ajuda, Themístocles falou que as “emendas de deputados são poucas” e que quando se tem a “estrutura de um Ministério” as coisas andam “com rapidez”.

  • Foto: Hélio Alef/GP1Senador Ciro NogueiraSenador Ciro Nogueira

“Emendas de deputados são poucas. Uma emenda de deputado federal que tem são R$ 15 milhões. Depois tem as emendas de bancada, que são maiores, em torno de R$ 100 milhões, mas isso não sai com tanta rapidez. Quando você tem a estrutura do Ministério que o presidente do Brasil dá um sinal para que o ministro A, B ou C faça, aí anda com rapidez”, disse.

Fogo cruzado

Diante da famigerada disputa pela presidência da Alepi, o governador Wellington Dias (PT) se encontra em um fogo cruzado. De um lado, o senador Ciro, Júlio Arcoverde e Hélio Isaías. Do outro, Themístocles e a bancada do MDB. Para evitar atritos, o governador decidiu se manter neutro na disputa.

Se por um lado Júlio Arcoverde advertiu o governador de “sequelas” na base caso ele não declare apoio a Hélio Isaías, o atual presidente da Casa disse que “não tem retaliação com o deputado Themístocles”. O emedebista disse que apenas pediu que o governador não interfira nas eleições internas.

  • Foto: Jorge/AscomWellinton Dias e Themistocles FilhoWellinton Dias e Themistocles Filho

“O que o MDB solicitou para o governador Wellington Dias? Ele tem dois amigos que votaram nele e que são candidatos. Um do Progressistas e outro do MDB. O governador deixa os deputados escolherem”, disse.

30 deputados

Apesar da Assembleia possuir apenas 30 deputados, os números contabilizados na disputa chega a 38. Isso porque nos bastidores há rumores de que Themístocles teria 18 votos, mas Ciro garantiu que Hélio contava com 20 dos 30 deputados estaduais.

Questionado sobre sua real quantidade de votos até o momento, Themístocles disse que “isso aí a gente não deve falar não”.

Confiante

O presidente da Alepi se mostrou confiante na disputa comparou essa com a eleição anterior da mesa diretora, em que disputou com Fábio Novo (PT), então candidato do governo. A diferença, segundo Themístocles, é que com Fábio “o governador estava empenhado”.

“Na outra eleição não foi assim? Assinaram papel, tudo lá, mas o voto é secreto. O parlamentar vai votar em quem realmente acha que deve ser presidente. Com a diferença da eleição passada, a maior diferença da eleição passada é que o governador estava empenhado, o secretário de Fazenda também, o Rafael [Fonteles] e outros na linha de frente pela eleição do deputado Fábio Novo. O que eu acho mais que natural. Não me deixou nenhuma queixa”, concluiu.