Ciência e Tecnologia

Veja quando o Facebook copiou ideias de outras redes sociais

Apesar de conseguir comprar quem estiver no seu caminho, companhia de Zuckerberg opta em alguns casos por plagiar os rivais; confira.

Por  Estadão Conteúdo
- atualizado

Maior empresa no mundo das redes sociais, o Facebook construiu seu império ao longo dos anos com base em duas ideias. No começo de sua trajetória, comprava possíveis concorrentes – como o Instagram e o WhatsApp. Mas, nos últimos anos, a empresa de Mark Zuckerberg parece ter adotado uma nova estratégia: copiar os rivais.

A ideia pode soar estranha, mas é o que tem acontecido nos últimos anos. No passado, quando o Facebook reconheceu o potencial dos apps Instagram e WhatsApp, não perdeu tempo em comprá-los. Porém, agora que redes sociais como Pinterest e TikTok se solidificaram no mercado, a gigante de Zuckerberg não fez uma investida para comprá-las. Pelo contrário, preferiu colocar sua divisão de criação altamente capacitada para criar o Hobbi e o Lasso, cópias não muito bem sucedidas de ambas as plataformas.

E elas não são as únicas: Tinder e YouTube também ganharam versões à la Facebook recentemente, sem contar o Snapchat: o rival histórico de Zuckerberg já teve várias ideias copiadas pelo magnata das redes sociais.

Parece difícil de acreditar? Então veja, logo abaixo, algumas das principais 'releituras' que o Facebook fez de recursos de outras redes sociais.

Com mais de 1 bilhão de usuários, o Instagram é um dos apps que mais incorpora ideias de outras redes sociais. A plataforma tem no Snapchat um ‘rival’ histórico: tudo começou com o Stories - uma cópia do Snap -, que permite o compartilhamento de fotos e vídeos por um período de 24 horas.

Entre as diferenças, estão o tempo de duração do vídeo: 10 segundos para o Snap e 15 para o Stories, os efeitos de edição, mais diversificados na rival, e o Snap Map, um mapa em tempo real com os locais onde os conteúdos estão sendo produzidos.

Nesse caso, mesmo tendo melhores opções, não é nem preciso dizer que criatura superou criador e o Stories, por ser uma ferramenta já integrada ao Instagram, se tornou mais popular que o Snap.

Novamente, temos um ‘embate’ entre Facebook e SnapChat. Nesse caso, envolve o app MSQRD (Masquerade), que cria vídeos ou fotos com animações engraçadas sobre o rosto do usuário - assim como o Lenses, da rival. A criação bielorussa foi adquirida pelo Zuckerberg em 2016, após o fracasso do Slingshot.

Apesar de parecidos, eles possuem uma diferença essencial: o MSQRD tem uma média de 45 filtros, frente aos 14 do rival - que ainda são deletados automaticamente após 24 horas e substituídos no dia seguinte. As opções também são mais variadas no primeiro.

No entanto, quem preza pela qualidade, não vai ter problema com a quantidade. Os filtros do Lenses tem gráficos melhores e se adaptam quase que com perfeição aos diferentes formatos de rostos e tons de pele, o que não acontece com o MSQRD.

Com 1,5 bilhão de downloads, o TikTok virou o novo rival do Facebook. Para competir com a rede social chinesa, onde é possível compartilhar e ver vídeos curtos e divertidos, a gigante de Zuckerberg lançou para teste dois novos apps: o Instagram Cenas, no Brasil, e o Lasso, no México.

Bem parecidos, ambos permitem gravações de até 15 segundos, têm um feed de vídeos interminável e para ver o próximo, basta deslizar para cima. As diferenças são as opções de comentários, presentes apenas no TikTok, e os efeitos, que são bem melhores na plataforma da ByteDance.

Com a baixa aceitação do Lasso, o Facebook investiu no Instagram Cenas, que também permite gravar vídeos de até 15 segundos e oferece diferentes recursos para edição (poucos, comparados com o rival). As regras de privacidade também mudam: enquanto no TikTok as produções são abertas, no Cenas é possível escolher entre dividir com o público ou apenas amigos.

Facebook Namoro vs Tinder

Até o Tinder ganhou uma versão à la Facebook. O app de relacionamentos Namoro funciona dentro da rede social e atua de forma integrada. No entanto, nenhuma informação é publicada no perfil ou repassada aos amigos do usuário.

As diferenças aparecem já no visual. O Namoro não tem o estilo de gamificação do Tinder: não dá para deslizar os perfis e nem dar 'superlikes' ou 'matches’. O primeiro contato deve ser feito via mensagem. Se houver resposta, a conversa continua. Caso não, as chances terminam ali.

Com relação aos dados compartilhados, apenas nome e idade ficam disponíveis na plataforma do Facebook, que também não atualiza automaticamente a localização do usuário - aqui, o processo é manual. No entanto, ela oferece opções interessantes de filtro, como religião, gostos e filhos, o que não existe no Tinder.

Hobbi vs Pinterest

O Pinterest, rede social de compartilhamento de imagens que permite salvar ideias e inspirações - como uma espécie de mural virtual -, também foi copiada pelo Facebook, ao criar a Hobbi.

Com a mesma premissa do Pinterest, o Hobbi deixa o usuário salvar coleções de acordo com seus projetos e interesses como beleza, culinária e artesanatos, por exemplo. No entanto, a maior diferença entre os dois se dá nas recomendações e na capacidade de fazer buscas apuradas e precisas: um ponto forte do rival, que foi pouquissímo explorado pelo Facebook.

Facebook Watch vs YouTube

O Facebook também fez o seu 'próprio' YouTube. Com o nome de Watch, a plataforma é integrada a rede social e concentra os vídeos produzidos pelos usuários. A grosso modo, ambas podem ser bem parecidas, no entanto, há um detalhe em específico que as difere: as regras de privacidade.

No Youtube, a cada um minuto, 300 horas de novos conteúdos são liberados ao público: logo, a maior parte de seus vídeos são públicos. Porém, na Watch é diferente: como os vídeos estão atrelados os perfis dos usuários, eles podem escolher entre compartilhar para apenas alguns ou todos os amigos e ainda fechar para o público - o que torna o seu conteúdo mais restrito e limitado, além de gerar pouco engajamento.

Mas ainda existem outras diferenças que tornam a Watch bem mais limitada: os vídeos nela tem em média 55 segundos, frente a 10 minutos no Youtube, que também permite pesquisar canais ou filtrar conteúdos por meio das categorias música, notícias e jogos, por exemplo.

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