A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) pediu a quebra do sigilo de dados telemáticos, telefônicos e bancários ao WhatsApp, do Google e da Apple, em inquérito policial que investiga uma organização criminosa que utiliza site falso da empresa de plano de saúde Humana Saúde para aplicação de golpes em Teresina. Foram 16 vítimas ao todo.

Conforme as investigações, o golpe possui sempre o mesmo “modus operandi”, a utilização de site (endereço eletrônico) falso da Humana Saúde que induz a vítima a realizar o pagamento acreditando estar quitando a dívida mensal, porém com destinatário diverso.

Foto: Marcelo Cardoso/GP1
Humana Saúde em Teresina

Consta que as vítimas realizaram o pagamento do plano de saúde pessoal por meio fraudulento, ludibriadas por criminosos que confeccionaram sites falsos da Humana Saúde e que, após o pagamento a destinatário indevido, as vítimas foram surpreendidas com a cobrança da legítima beneficiária (Humana Saúde), percebendo, então, que caíram em um golpe.

Após a análise do caso e declaração das vítimas a polícia conseguiu identificar os números telefônicos utilizados no crime, as contas bancárias destinatárias dos pagamentos indevidamente realizados, além de outras informações que foram indispensáveis para o início da investigação, com a consulta junto as empresas de conexão e aplicação, tendo como objetivo identificar eventuais cadastros e estabelecer vínculos com suspeitos que podem ter participado do cometimento do crime.

Pedidos

No dia 29 de novembro, a polícia requisitou à Justiça o afastamento do sigilo de dados telemáticos, telefônicos e bancário ao WhatsApp e o afastamento do sigilo de dados à Apple Privacy & Law Enforcement Compliance e ao Google LLC.

Clientes já denunciaram o caso ao GP1

No início do mês de dezembro, clientes procuraram o GP1 para denunciar que foram vítimas de golpes de criminosos que utilizam boletos e site falso da Humana Saúde.

Uma das vítimas, a comerciante Karla Milane, afirmou que recebeu uma mensagem de texto em seu aparelho celular, indicando que ela deveria acessar o boleto para efetuar o pagamento por meio de um link, em meados de setembro deste ano.

“Anteriormente, eu pagava o plano de saúde pelo boleto e depois que houve a mudança, que a Humana passou a atender os clientes do Medplan, no mês de setembro, eu recebi uma mensagem no celular. Eu cliquei e tinha todas as informações, valores, o meu nome e o nome da Humana. Eu paguei o boleto e guardei o comprovante do mês de setembro. Quando eu fui pagar o mês de outubro, eu me dirigi até a Humana e me disseram que eu estava em atraso, pois não tinha feito o pagamento de setembro. Eu mostrei o comprovante de setembro e a atendente disse que eu tinha caído em um golpe, pois o banco recebedor da Humana era diferente do que estava no boleto”, explicou a comerciante.

Embora tivesse alegado que realizou o pagamento, Karla Milane teve que atualizar a parcela do mês de setembro durante atendimento presencial, quando teve acesso a emissão do boleto verdadeiro, que foi impresso na própria Humana Saúde.