O líder do prefeito Sílvio Mendes na Câmara Municipal de Teresina, vereador Bruno Vilarinho (PRD), afirmou nesta terça-feira (21) que o adiamento da votação do projeto de empréstimo de R$ 435 milhões solicitado pela Prefeitura representa “um atraso” para a capital. A votação, prevista para ocorrer na manhã de hoje, foi adiada após os vereadores Petrus Evelyn (Progressistas) e João Pereira (PT) pedirem vistas durante a sessão plenária, o que interrompeu temporariamente a tramitação da proposta.
Segundo Bruno Vilarinho, o projeto foi amplamente discutido nas comissões da Casa e a Prefeitura encaminhou todas as informações e documentos solicitados pelos vereadores. “É um atraso, porque foi discutido, é uma operação de crédito que ajuda na saúde financeira do município. O direito do pedido de vista dos vereadores a gente respeita, mas dizer que o projeto veio para esta casa sem informações da Prefeitura é mentira. A Prefeitura sempre se coloca à disposição, enviando todos os dados necessários”, afirmou o parlamentar.
O vereador acrescentou que continuará dialogando com os colegas que pediram vista para esclarecer eventuais dúvidas e buscar consenso antes da nova votação. “Nós vamos continuar com o nosso trabalho, dialogando com os colegas, mostrando as informações que a Prefeitura mandou. Me coloco à disposição, junto com os secretários, para prestar qualquer esclarecimento. Acredito que na próxima semana a gente possa votar esse empréstimo”, concluiu Bruno Vilarinho.
Votação adiada
A votação do projeto de empréstimo de R$ 435 milhões solicitado pelo prefeito Sílvio Mendes foi adiada nesta terça-feira (21) após os vereadores Petrus Evelyn (Progressistas) e João Pereira (PT) pedirem vistas durante a sessão da Câmara Municipal de Teresina. A proposta, que já havia passado pelas comissões técnicas e estava próxima de ser aprovada em plenário, deve retornar para nova análise antes de ser colocada novamente em votação.
O projeto foi encaminhado ao Legislativo no dia 22 de setembro e tem como objetivo renegociar a chamada “Operação BB 500”, firmada em 2022 na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa. A nova operação de crédito não gera entrada de recursos nos cofres públicos, mas busca quitar integralmente o contrato anterior, no valor original de R$ 620 milhões, firmado com o Banco do Brasil. Segundo a prefeitura, a medida permitirá melhores condições de pagamento, com taxa de juros anual de 1%, isenção de tarifa por liquidação antecipada e carência de um ano.