Embora tenha concluído que não há comprovação de um rombo de R$ 3 bilhões nas contas da Prefeitura de Teresina , a CPI da Câmara Municipal identificou indícios de irregularidades em contratos e obras realizadas na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa, especialmente em aquisições de terrenos e projetos de infraestrutura financiados com recursos de empréstimos.
O relatório final, apresentado nesta quarta-feira (12) pelo presidente da comissão, vereador Dudu (PT), aponta possíveis casos de superfaturamento e aumento expressivo nos custos de obras públicas, como a Escola 15 de Outubro e o Hospital da Mulher.
“Um exemplo é o terreno do Hospital da Mulher. Ele está avaliado no município em R$ 2 milhões, mas foi adquirido por R$ 16,5 milhões. Isso levanta questionamentos sobre superfaturamento. Outro caso citado foi o da Escola 15 de Outubro, cuja licitação inicial previa um investimento de R$ 24 milhões, mas o valor final chegou a R$ 47 milhões.” Afirmou Dudu durante a leitura do relatório.
Segundo o vereador, os números exigem uma investigação detalhada para esclarecer a origem das variações. “Precisamos investigar como isso aconteceu. A CPI não tem poder de punição, mas recomenda auditorias e reavaliações desses contratos”, destacou o parlamentar.
O documento será encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado ( TCE-PI ), ao Tribunal de Contas da União ( TCU ) e ao Ministério Público, com recomendações formais para que os órgãos realizem auditorias específicas e adotem as medidas cabíveis.