O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ) prendeu, na manhã desta quarta-feira (12), uma mulher suspeita de envolvimento na morte de Ruan Cícero Bandeira da Silva, de 20 anos. O jovem havia desaparecido no último dia 3 de novembro e foi encontrado sem vida, com as mãos amarradas, às margens do Rio Parnaíba, na região do bairro Saci, zona sul da capital, no último dia 05 deste mês.

De acordo com o delegado Bruno Ursulino, que está respondendo temporariamente pelo caso, o registro inicial tratava o fato como desaparecimento, mas, com o surgimento de novas informações, a investigação passou a considerar a possibilidade de homicídio. “No dia 5 de novembro, o corpo dele foi encontrado às margens do Rio Parnaíba, e havia indícios de que se tratava de um crime violento”, afirmou o delegado Bruno Ursulino.

Foto: Reprodução/WhatsApp
Ruan Cícero Bandeira da Silva

A partir das evidências reunidas, o DHPP solicitou à Justiça medidas cautelares, incluindo mandados de prisão temporária, que passaram a ser cumpridos. Inicialmente um alvo foi preso e, nessa quarta-feira, uma mulher foi localizada. “Hoje conseguimos cumprir um desses mandados e seguimos em diligências para localizar outro suspeito. Estamos avançando nas investigações, mantendo o sigilo necessário para garantir o sucesso do trabalho policial”, completou o delegado Bruno Ursulino.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Bruno Ursulino

Participação no crime

Sem revelar nomes, o delegado confirmou que ainda está sendo apurado o nível de participação dela no crime. “Estamos verificando o real envolvimento dessa suspeita, se ela tem maior ou menor culpabilidade. Somente as próximas diligências poderão esclarecer completamente essa situação”, explicou.

Vítima era usuária de drogas

A polícia informou ainda que Ruan Cícero não tinha passagens pela polícia, mas era usuário de drogas, o que pode ter o aproximado de pessoas ligadas ao tráfico. “A vítima era um usuário de entorpecentes, e esse vínculo com o mundo do crime se dava apenas por conta do uso de drogas”, detalhou o delegado.

Sem anúncio no momento

Motivação ainda é investigada

As autoridades não divulgaram detalhes sobre a dinâmica do crime, pois as informações são sensíveis e fundamentais para o andamento da investigação. No entanto, uma das hipóteses é a possibilidade de envolvimento de facções criminosas ou até mesmo uma dívida de drogas como motivação para o assassinato. “O que buscamos agora é entender se há ligação direta com facções ou se o caso está relacionado a uma dívida de entorpecentes. As investigações seguem em andamento”, finalizou o delegado Bruno Ursulino.