A Polícia Federal apreendeu documentos na sede da Secretaria Municipal de Educação de Teresina ( Semec ) na manhã desta quarta-feira (26), no âmbito da Operação Mãos Limpas . As autoridades apuram um esquema criminoso de desvio de recursos em contratos de terceirizados.
O secretário municipal de Educação, Ismael Silva, esclareceu que a investigação da PF mira supostas irregularidades nas gestões dos ex-prefeitos Firmino Filho e Dr. Pessoa. “Nosso sentimento aqui dentro da Secretaria Municipal de Educação é de indignação por toda essa situação ocorrida em relação aos crimes supostamente cometidos, mas também de muita tranquilidade, responsabilidade e zelo com o recurso público”, declarou.
As diligências na Semec foram realizadas por policiais federais e auditores do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, da Controladoria-Geral da União.
Operação Gabinete de Ouro
Ismael Silva esclareceu que a polícia apreendeu documentos referentes a contratos de terceirização com indícios de crimes de “rachadinha”, no mesmo esquema já desvendado pela Polícia Civil do Piauí, na Operação Gabinete de Ouro.
“A Polícia Federal solicitou da Secretaria Municipal de Educação documentos e informações referentes aos contratos, sobretudo de terceirização, bem como solicitou notas de empenho, de liquidação, de pagamento, relação de funcionários dessas empresas terceirizadas, levando em consideração aquela operação da Polícia Civil investigando a prática de rachadinha em contratos de terceirização do município, que foi a Operação Gabinete de Ouro”, detalhou o secretário.
Os policiais requisitaram à Semec informações referentes aos anos de 2019 a 2023. “Nós entregamos, mas ficaram de oficiar a secretaria para apresentar novos documentos, caso sejam necessários. O importante é deixar claro que na gestão municipal, sob a orientação do nosso prefeito Sílvio Mendes, a determinação é que nós facilitemos, possamos colaborar com o trabalho das investigações, seja da Polícia Federal, seja da Polícia Civil em âmbito local, seja dos órgãos de controle”, completou Ismael Silva.
Nomes dos presos
O GP1 obteve com exclusividade os nomes dos quatro presos temporariamente pela Polícia Federal, durante a operação, são eles: Francisco de Jesus dos Reis (proprietário da antiga Belazarte, atualmente Alfa Gestão de Recursos Humanos LTDA), Victor Almeida de Moura, Bruno Barbosa dos Santos e Francisco Aderson de Sousa Ramos. Os mandados eram temporários e como todos colaboraram com as investigações, foram soltos.