A Justiça do Piauí decidiu que Maria do Perpétuo Socorro Pereira , acusada de matar a namorada e simular uma cena de suicídio para encobrir o crime, será julgada no Tribunal do Júri Popular. A decisão de pronúncia foi proferida no dia 10 de julho pelo juiz Múccio Miguel Meira, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.

O crime ocorreu em 26 de setembro de 2024 , na residência em que Maria do Socorro vivia com a vítima, Kárita Joara de Lima Santos , na zona sul de Teresina. Segundo a denúncia do Ministério Público, a acusada cometeu o feminicídio e, em seguida, manipulou o corpo da vítima e a cena do crime com o intuito de aparentar que a companheira havia tirado a própria vida.

Foto: Reprodução
Maria do Perpétuo Socorro Pereira e Karita Joara de Lima Santos

Maria do Socorro, mais conhecida como Mara, foi pronunciada por homicídio qualificado, com base nas qualificadoras de feminicídio e uso de meio cruel (asfixia), além do crime conexo de fraude processual. A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva da acusada, considerando a gravidade do crime e os indícios de autoria, além de entender que outras medidas cautelares não seriam suficientes para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

Conforme a investigação conduzida pela Delegacia Especializada em Feminicídios e os laudos periciais anexados aos autos, Kárita Joara foi morta por estrangulamento. O laudo cadavérico apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por constrição do pescoço, o que desmente a versão apresentada pela acusada, de que a vítima teria se enforcado com um cinto amarrado a um punho de rede.

O Ministério Público revelou que, após matar a companheira, Maria ligou para os familiares de Kárita informando que ela havia tirado a própria vida, entretanto, os exames periciais, aliados a testemunhos colhidos durante a instrução processual, reforçaram a tese de homicídio.

Relatos de testemunhas

Testemunhas ouvidas em juízo afirmaram que o relacionamento entre Maria e Kárita era conturbado, com histórico de discussões frequentes. Familiares também relataram um distanciamento da vítima após o início do relacionamento com a acusada, além de suspeitas de agressões.

Sem anúncio no momento

Em sede de interrogatório, Maria do Socorro exerceu o direito de permanecer em silêncio. Com a pronúncia, a denunciada será julgada pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Teresina. A data do julgamento ainda será marcada.