Mesmo com as afirmações que minimizam os encontros recentes entre o senador Marcelo Castro (MDB), que faz parte da base aliada do governador Rafael Fonteles (PT), e o senador da oposição, Ciro Nogueira (PP), o presidente do partido no Piauí, Fábio Novo , disse em entrevista à imprensa que cobrará fidelidade partidária nas eleições de 2026 e que “não vai hesitar” em dar tramitação a processos por infidelidade dentro do partido.

“Se os questionamentos e processos chegarem ao partido, não vou hesitar em fazer com que eles tramitem e se cobre a fidelidade”, afirmou o deputado estadual.

Foto: Lucas Dias/GP1
Fábio Novo

Ele afirmou que o que está pedindo é apenas que o regimento interno do partido seja cumprido. “Não vamos inventar a roda, não estou pedindo nada anormal. Estou pedindo que se cumpra o regimento interno do partido e que se cumpra a Lei Partidária”, declarou.

Ele disse ainda que não entende o motivo de estar sendo questionado por exigir que os partidários cumpram a fidelidade ao partido. “É normal que um presidente do partido peça fidelidade partidária; anormal é eu estar sendo questionado porque vou exigir a fidelidade partidária”, disse Fábio Novo.

Senador Marcelo Castro descarta desconforto

Em entrevista ao GP1 , o senador Marcelo Castro desmentiu rumores de que um encontro recente com o senador Ciro Nogueira tenha gerado desconforto na base aliada do governador Rafael Fonteles (PT), especialmente por parte do PSD, do deputado Júlio César. Segundo ele, o encontro com Ciro Nogueira em Buriti dos Lopes aconteceu por acaso enquanto ele estava no município atendendo a um pedido da prefeita Laura Rosa (PP).

“Não é verdade. Eu fui a Buriti dos Lopes. A prefeita Laura Rosa é do Progressistas, partido do senador Ciro Nogueira; ela declarou publicamente que vota em mim e me convidou para a inauguração de uma obra lá. Se você me convida para a sua casa e eu digo que vou, não cometo a indelicadeza, a falta de cortesia, de recusar por causa disso. Você convida quem quiser; eu vou se eu quiser, mas não tenho o direito de impor à pessoa que me convidou quem ela deve convidar ou não”, declarou.

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PSD avalia que agendas de Marcelo Castro com Ciro Nogueira enfraquecem pré-candidatura de Júlio César

O encontro do senador Marcelo Castro (MDB), presidente estadual do partido, ao lado do senador Ciro Nogueira (PP), principal opositor do Palácio de Karnak, durante a entrega de obras, gerou desconforto na base governista e, em especial, no PSD. A sigla, que tem a pré-candidatura do deputado federal Júlio César ao Senado em 2026 contra Ciro, avaliou que a agenda foi desnecessária e pode enfraquecer a aliança partidária com o MDB.

Fontes ouvidas pelo GP1 apontaram que o PSD esperava uma atuação conjunta mais firme entre Marcelo Castro e Júlio César, numa estratégia de dobradinha que já vinha sendo articulada para a disputa eleitoral. O partido avalia que a presença de Marcelo ao lado de Ciro transmite uma sinalização equivocada e pode gerar ruídos dentro da aliança com os emedebistas, considerada essencial para o grupo do governador Rafael Fonteles.