O investigado Pablo Kelvisley Sousa Silva , suspeito de matar o barbeiro José Vitor Carvalho de Sousa , em um assalto na zona sudeste de Teresina, se escondeu em uma igreja após o crime, ocorrido em agosto . A informação foi revelada nesta segunda-feira (29) pelo delegado Bruno Ursulino , do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ), que investiga o caso.

Pablo Silva, também conhecido pela alcunha de ‘Diabão’, é apontado como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o delegado, ele assaltou José Vitor e efetuou um disparo de arma de fogo contra a cabeça da vítima, que morreu dois dias depois.

Foto: Reprodução
Pablo Kelvisley Sousa Silva

Ainda conforme a polícia, na ação criminosa ele subtraiu o celular do barbeiro e vendeu nas imediações do Shopping da Cidade. Com o dinheiro obtido nessa venda, Pablo fugiu, a princípio para o Maranhão, e depois se refugiando no Tocantins.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Bruno Ursulino

“O Pablo, com os valores que arrecada com esse assalto, foge com destino a Imperatriz no Maranhão, onde a mãe dele reside. Demonstrado isso, a gente consegue entrar em contato com os amigos da Polícia Civil e da Polícia Militar, tanto do Maranhão, quanto do Tocantins, e consegue confirmar a localização do Pablo. Diante da informação de que havia um mandado de prisão contra ele, os colegas, em diálogo com a gente, conseguem fechar o cerco e no sábado pela manhã efetivam o cumprimento desse mandado de prisão”, explicou Bruno Ursulino.

Se refugiou em igreja

Antes de sair do Piauí, contudo, o suspeito conseguiu abrigo em uma igreja localizada próximo a sua residência, em Teresina, com apoio de familiares. O delegado ressaltou que é preciso agir com cautela ao se cogitar uma ação policial em um templo religioso.

“A família deu suporte, a gente não tem dúvidas. Inclusive, ele tem familiares próximos a uma igreja específica, na região onde mora, e se utilizou disso para poder cobrir as ações dele, principalmente no que tange ao esconderijo, porque sabe-se que no momento em que a polícia vai realizar diligências em uma igreja ou em uma casa religiosa tem que agir com maior prudência, porque a gente sabe que, de regra, a maioria das pessoas que frequentam são pessoas de bem”, completou o delegado Bruno Ursulino.

Sem anúncio no momento

No ato da prisão, em São Miguel do Tocantins, Pablo admitiu ser membro do PCC, informando que atuava na função de “disciplina” da facção em Teresina.