A 2ª Vara Criminal da Comarca de Picos designou para o dia 12 de fevereiro, às 9h30, a sessão do Tribunal do Júri que julgará o advogado Raimundo Batista de Oliveira Neto , acusado de assassinar Robson Nascimento Barreto , conhecido como Baiano, em 2022. O réu responde por homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu durante a inauguração de um trailer de propriedade do advogado. Baiano estava no local acompanhado de uma mulher desde a madrugada, consumindo bebidas alcoólicas. Por volta das 3h, Raimundo Neto sentou-se à mesa do casal e também passou a beber.

Foto: Reprodução/Instagram
Advogado Raimundo Neto

Às 7h da manhã, quando Baiano pediu a conta no valor de R$ 248, o episódio que resultaria no homicídio começou a se desenrolar. A vítima pagou inicialmente com duas notas de R$ 100. Quando o advogado retornou cobrando o restante, Baiano entregou uma cédula de R$ 50 e disse que não precisava de troco. Foi nesse momento que, conforme o MP, Raimundo questionou a vítima de forma provocativa: "Baiano, tu pensa que é melhor do que eu em quê?". Após repetir a pergunta, Baiano teria respondido que não era aquilo que o advogado estava pensando. Em seguida, todos se dirigiram a um trailer ao lado.

Pouco tempo depois, o denunciado deixou o local e retornou acompanhado de um homem identificado apenas como Carlos. Os dois se aproximaram de Baiano e o questionaram sobre como iriam "resolver a situação". A vítima, tentando apaziguar o conflito, afirmou que "todos eram parceiros".

Foto: Reprodução/WhatsApp
Robson Nascimento Barreto

"Após Baiano responder, Raimundo sacou arma de fogo surpreendendo a vítima e efetuou disparo contra esta, dificultando, assim, sua defesa. Ato contínuo, o denunciado evadiu-se do local juntamente com Carlos, em seu veículo Fiesta de cor branca", diz a denúncia.

O Tribunal do Júri, composto por sete jurados sorteados, decidirá se o advogado é culpado ou inocente das acusações que, em caso de condenação, podem resultar em pena de até 30 anos de reclusão devido às qualificadoras.

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