A Polícia Civil do Piauí , por meio do 23º Distrito Policial, indiciou o casal Harkellany Rodrigues de Melo e Helson Sousa Rodrigues, acusados de sequestrarem, torturarem e tentarem matar o influencer Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como Lokinho . O inquérito foi concluído nesta quinta-feira (12).
De acordo com as investigações, o caso teve início após registro de boletim de ocorrência relatando uma série de crimes ocorridos no dia 11 de outubro de 2025, na BR 316, na região da Esplanada, nas proximidades da loja de conveniência de um posto de combustíveis, em Teresina.
A apuração aponta que a motivação estaria ligada a desentendimentos pessoais e a publicações em redes sociais. Segundo depoimento da vítima, ela foi surpreendida no estacionamento do estabelecimento pelo casal, que estaria armado com pistola e revólver. Conforme o relato, diversos disparos foram efetuados em sua direção, provocando pânico e correria no local. Ao tentar fugir, Lokinho teria sido alcançado, agredido com coronhadas na cabeça e colocado à força no porta-malas do veículo dos investigados.
Ainda de acordo com o influenciador, ele foi levado até uma área de matagal nas proximidades da Estrada da Alegria, onde teria permanecido sob constantes ameaças de morte. O inquérito também relata que, após novas agressões, a vítima foi abandonada nas imediações da Casa de Custódia, ferida e ensanguentada. Lokinho conseguiu ajuda de populares para retornar à residência, onde já estavam familiares e uma equipe da Polícia Militar. Durante as investigações, os suspeitos foram reconhecidos por meio de fotografias apresentadas na delegacia.
Com a conclusão do inquérito, Harkellany e Helson foram indiciados pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo, sequestro e cárcere privado qualificado, tortura, lesão corporal leve, tentativa de homicídio e por expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.
A autoridade policial representou pela prisão preventiva do casal, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas e equipes realizaram diligências em Teresina (PI) e Parnarama (MA), mas os investigados não foram localizados e são considerados foragidos.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão adotar as providências cabíveis.