O presidente estadual do PT, deputado estadual Fábio Novo (PT), foi enfático ao afirmar que ir contra a recomendação do governador Rafael Fonteles e lançar mais de duas chapas na base aliada não é uma estratégia adequada.
Segundo ele, o ideal seria a manutenção de apenas duas chapas, já que um número maior pode comprometer o desempenho eleitoral do grupo governista. “Não é a estratégia ideal. Veja bem: matematicamente, é mais coerente que sejam somente duas chapas, porque assim podemos, com as sobras, eleger mais deputados e ocupar mais cadeiras. Alguns partidos da base precisam fazer melhor o dever de casa, mas isso não cabe a nós opinar”, declarou.
Contudo, o dirigente afirmou que se a composição entre MDB e PSD chegar ao fim, será válido que cada sigla siga seu próprio caminho. “Não havendo a possibilidade de manter a fusão, cada partido vai buscar a própria estratégia”, concluiu.
PT não precisa autorizar
O presidente municipal do Partido dos Trabalhadores em Teresina, vereador João Pereira , afirmou em entrevista ao GP1 , que o PT não tem a responsabilidade de autorizar ou impedir a formação de chapas proporcionais por partidos da base aliada.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre a possibilidade de o Republicanos montar uma chapa própria para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), fora da estratégia defendida por parte da base, que busca concentrar candidaturas apenas no PT e no MDB.
Segundo o dirigente, a atuação do PT na organização das chapas está restrita à federação partidária formada com PV e PCdoB. João Pereira explicou que, dentro dessa estrutura, as decisões são compartilhadas entre as três siglas, que passam a atuar como um único bloco nas eleições proporcionais. Fora desse grupo, cada partido aliado tem autonomia para definir sua própria estratégia eleitoral.
“Não compete ao PT dar aval a partidos da base aliada. O PT dá aval apenas no próprio partido e nos partidos da federação, que são PV e PCdoB, que se tornam um único partido. Portanto, o PT não vai dar aval a nenhuma sigla fora da federação, porque isso não lhe compete”, declarou o parlamentar.