Um homem identificado como Gleison de Oliveira Amorim foi preso nesta quarta-feira (18) por uma equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais ( CORE ), da Polícia Civil do Piauí , suspeito de atuar como receptador de joias de ouro roubadas em Teresina. A prisão ocorreu dentro de uma academia na capital. Segundo a investigação, além de receber e revender o material, ele também teria ligação direta com a dinâmica dos crimes, incluindo o fornecimento de armas utilizadas nos assaltos.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, o suspeito já possuía antecedentes por receptação de ouro e tráfico de drogas. As apurações indicam que, nos últimos dias, houve aumento de roubos a transeuntes, com abordagem direta às vítimas para retirada de itens como alianças, cordões e pulseiras. Ainda conforme a polícia, os criminosos passaram a evitar a subtração de celulares, priorizando objetos de maior facilidade de revenda. A partir dessas ocorrências, foi montado um trabalho concentrado de investigação, que resultou na prisão de outros envolvidos e levou à identificação de Gleison como peça central na receptação do ouro.
“Ele já tinha passagens anteriores, justamente por receptação de ouro e também por tráfico de drogas. E agora, nos últimos dias, temos observado alguns roubos a transeuntes, em que o indivíduo aborda a pessoa, pede a aliança, puxa o colar, pega a pulseira e não leva o celular. Isso acontece justamente porque eles sabem que o celular é mais fácil de ser recuperado. Então, eles passaram a agir com maior frequência nessa modalidade, atacando as pessoas para subtrair seus pertences pessoais, principalmente joias. Diante disso, formamos um esforço concentrado na Delegacia Geral, com o nosso grupo especial, a CORE, para investigar esses casos. Há poucos dias, prendemos alguns indivíduos que estavam praticando esses roubos em Teresina e conseguimos chegar a outro suspeito, o Gleison, que seria responsável por receber o ouro e revendê-lo”, pontuou o delegado.
A polícia também apura indícios de que o suspeito emprestava armas para a prática dos crimes e, em alguns casos, poderia participar diretamente das ações. A Delegacia Geral está catalogando boletins de ocorrência para identificar possíveis conexões entre os casos e mapear a atuação de grupos criminosos. A orientação é para que vítimas registrem ocorrência, mesmo em situações envolvendo objetos de menor valor. As investigações seguem com atuação conjunta da Secretaria de Segurança e da Polícia Militar, com foco no combate a roubos de joias na capital.
“Além disso, já tínhamos informações, em conversas com outros policiais, de que ele já havia sido preso anteriormente. Há indícios de que ele, na verdade, empresta armas para os indivíduos cometerem os roubos e também participa diretamente dessas ações criminosas. Por isso, é fundamental que as pessoas registrem as ocorrências. Mesmo que seja o roubo de uma pulseira ou qualquer outro objeto, não deixem de procurar a polícia. Estamos catalogando os boletins de ocorrência na Delegacia Geral para identificar crimes que possam ter sido praticados pela mesma pessoa ou por um mesmo grupo criminoso. Já estamos obtendo resultados positivos com essas prisões. Trata-se de um indivíduo perigoso. Quem tiver sido vítima de roubo e acreditar que possa ter relação com esse caso deve procurar a Delegacia Geral. Estamos com uma força concentrada nesse tipo de crime, que tem causado preocupação, como roubos de alianças, pulseiras e cordões. Estamos atuando de forma integrada com a Secretaria de Segurança e a Polícia Militar para coibir essas ações”, afirmou Luccy Keiko.