O carro do motorista de aplicativo Francisco Allan Marques da Silva, de 27 anos, foi localizado incendiado na zona rural do município de Brasileira, no Norte do Piauí, no sábado (11).

Francisco Allan estava desaparecido desde 30 de março e foi identificado por meio de tatuagens e das roupas que vestia. No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, seis pessoas foram presas durante uma operação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ), suspeitas de participação no crime.

Foto: Ascom
Francisco Allan estava desaparecido desde 30 de março

Seis pessoas foram presas no decorrer da operação policial. Durante as investigações, um dos suspeitos presos chegou a informar que o carro estaria escondido em uma residência em Piripiri, mas o veículo não foi encontrado naquele momento.

A suspeita é de que o automóvel tenha sido utilizado em ações criminosas antes de ser incendiado. Segundo o coordenador do DHPP, delegado Francisco Baretta, a principal linha de investigação é de latrocínio. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime.

Motorista de aplicativo pode ter sido morto em latrocínio

A Polícia Civil do Piauí realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (9) para tratar do caso do motorista de aplicativo Francisco Alan Marques da Silva, 27 anos, encontrado morto na noite dessa quarta (8) na região de Altos. Segundo o delegado Barêtta, diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a principal hipótese é de que o jovem de 27 anos tenha sido vítima de latrocínio – roubo seguido de morte.

Três suspeitos de envolvimento no crime estão presos temporariamente: Luiz Bezerra Neto, Weslley Fernandes Pereira e Matheus Silva Caland. A princípio, o DHPP estava em busca apenas de Luiz Neto, apontado como principal suspeito, enquanto os outros dois foram detidos em flagrante por estarem na companhia dele, em posse de armas e joias.

Sem anúncio no momento

“Na residência onde foi encontrado o Luiz Neto, encontramos mais dois indivíduos que tinham mandado de prisão em aberto, foragidos por crimes violentos. Esses dois indivíduos, por terem mandado de prisão, também foram conduzidos para o DHPP. Com eles foram encontradas algumas joias que nós estamos divulgando para que alguém eventualmente reconheça, porque são bandidos, são assaltantes e provavelmente devem ser fruto de algum assalto que eles tenham cometido”, declarou o delegado-geral Luccy Keiko.

Luiz Neto entregou comparsas

Ainda segundo o delegado-geral da Polícia Civil, durante interrogatório, Luiz Neto acabou revelando onde o corpo de Francisco Alan havia sido deixado, e também declinou a participação dos outros dois presos, Weslley Pereira e Matheus Caland.

“Durante os interrogatórios, eles começaram a dar informações divergentes. As investigações foram evoluindo e ele percebeu que já havia provas contundentes. Argumentamos que, para ele, era melhor entregar onde o corpo se encontrava, até para tentar minimizar a pena dele por ocultação de cadáver, e ele aceitou. Ele levou ao local do cadáver e disse que os outros dois indivíduos presos teriam participado também”, concluiu Luccy Keiko.

A polícia terá um prazo de 30 dias para concluir o inquérito e encaminhar os autos à Justiça e ao Ministério Público.