Em entrevista ao GP1 na manhã desta quinta-feira (02), o vereador Antônio José Lira (Avante) rebateu as críticas feitas pelo vereador Petrus Evelyn (Progressistas) a respeito da possibilidade de convocação na Câmara Municipal de Teresina. Ao comentar sobre a condição de suplente e as articulações, Lira defendeu a legalidade do processo e fez duras críticas ao adversário.

“Sou o quinto suplente, poderia ser até o décimo. Constitucionalmente, se porventura eu fosse convocado, assumiria com certeza. Tive 936 votos, sim, honestos, e ainda fui vítima da compra de votos. Articulações sempre existirão, inclusive articulações espúrias, como ele já fez, ao dizer que só gastou R$ 4 mil na campanha e recebendo mesadas por baixo do pano. Já ele teve 6 mil, mentindo para o povo e passando uma falsa moralidade. (...) Ele é mentiroso, leviano e frouxo”, disparou.

Foto: Lucas Dias/GP1
Antônio Jose Lira

Acusação envolvendo família

O vereador também negou as acusações de que teria ameaçado a esposa de Petrus Evelyn, classificando a declaração como falsa. “Com relação a citar a mulher dele, é mentiroso. Nunca vi na minha vida e nem sabia que ele gostava de mulher, foi até uma surpresa”, declarou.

Críticas à atuação na Câmara

Lira ainda criticou o comportamento de Petrus durante o mandato, especialmente em relação a discursos feitos na campanha. “Criticava o número de assessores nos gabinetes, o dele é lotado. Falava dos salários altos dos vereadores, o dele recebe direitinho”, afirmou.

CPI da Águas de Teresina

Ao abordar a atuação do parlamentar, Lira acusou Petrus de incoerência no caso da CPI da Águas de Teresina. “Mostrando primeiro a CPI da Águas de Teresina, onde armou um teatro de bonecos, fez vídeos sobre o péssimo serviço da empresa, fez faniquitos para criar a CPI, quase agrediu o vereador Pedro Alcântara para ser presidente e depois calou. A população notou: se vendeu. É uma vendida!”, disse.

Na sequência, o vereador voltou a atacar o adversário e afirmou que não teme assumir o cargo. “Se eu assumir, irei defender a cidade, como sempre fiz, e também, tete a tete com ele, desmoralizá-lo. Portanto, estou acompanhando as articulações, sim, não como ele fala. Se eu assumisse, noto que ele está se borrando de medo. Boto esse moleque no lugar dele em menos de 30 dias. Agredir famílias, como fez e faz, mentir, como faz parte do seu cotidiano, já está no lucro”, finalizou.

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Defesa do prefeito

Por fim, Lira saiu em defesa do prefeito Sílvio Mendes , criticado por Petrus Evelyn. “Ele deveria era respeitar o prefeito Dr. Sílvio, homem sério, honrado, honesto e que nada macula a sua imagem”, afirmou.

Entenda o caso

A fala de Antônio José Lira ocorre após o vereador Petrus Evelyn denunciar uma suposta articulação política na Câmara Municipal de Teresina. Com a nomeação de James Guerra (Avante) para a Secretaria Municipal de Juventude (SEMJUV), quem deve assumir a vaga é o quinto suplente da chapa, Antônio José Lira. Em vídeo publicado nas redes sociais, Petrus acusou o prefeito Sílvio Mendes e o vice-prefeito Jeová Alencar de manipularem a ordem dos suplentes para prejudicá-lo.

“Nesse vídeo de hoje, eu vou mostrar como Sílvio Mendes e Jeová Alencar estão armando para atrapalhar o meu trabalho na Câmara de Vereadores”, afirmou.

O parlamentar questionou o fato de suplentes melhor posicionados não assumirem a vaga, levantando suspeitas sobre possíveis acordos. “Será que esses que são suplentes vão sair gratuitamente? Por que alguém escolheria não assumir o cargo de vereador sem ganhar absolutamente nada? (...) É muito estranho que tudo isso aconteça e que uma pessoa que teve apenas 900 votos assuma o cargo”, declarou.

Petrus também afirmou que Lira teria histórico de conflitos e que sua convocação teria como objetivo intimidá-lo. “É um sujeito que me ataca, já me ameaçou de morte, ameaçou a minha esposa, que não tem nada a ver com política (...) Eu não vou ser intimidado e isso não vai mudar o meu trabalho de forma nenhuma”, concluiu.