A filha de Maria do Socorro Oliveira Veras , identificada como Camila Oliveira Veras, divulgou um pronunciamento nas redes sociais contestando informações divulgadas inicialmente sobre o atropelamento que resultou na morte da mãe, ocorrido na tarde desse domingo (10), na Quadra 10 do bairro Saci, na zona sul de Teresina.

Segundo Camila, a vítima não era moradora de rua, como chegou a ser informado. Ela afirmou que a mãe enfrentava problemas relacionados ao alcoolismo, mas possuía residência fixa e familiares na região. “Minha mãe não era moradora de rua. Ela tinha problema com alcoolismo, passava dias bebendo, mas depois retornava para casa da minha avó. Todo mundo no bairro conhecia ela”, declarou.

A filha também criticou a condução inicial das investigações e afirmou que a família não foi procurada pelas autoridades para prestar esclarecimentos. De acordo com Camila, existem versões divergentes sobre a dinâmica do acidente e testemunhas relataram que a vítima não estaria exatamente no meio da pista no momento do atropelamento.

Ela questionou ainda o fato de o veículo envolvido, descrito como um carro de luxo e equipado com tecnologia de detecção de movimento, não ter evitado o impacto. Camila também afirmou que testemunhas apontam que a filha da proprietária do veículo, uma médica identificada apenas como Gabriela, seria quem conduzia o automóvel no momento do acidente.

No pronunciamento, a filha da vítima afirmou que a motorista deixou o local sem prestar socorro e só teria sido localizada após informações repassadas por moradores à polícia. “A gente quer justiça. Minha mãe foi atropelada, morta, e a pessoa fugiu sem prestar socorro”, disse. Camila também denunciou que familiares da suspeita teriam procurado a família no Instituto Médico Legal (IML) para oferecer dinheiro após o acidente, situação que, segundo ela, foi recusada.

Sem anúncio no momento

Outro ponto levantado foi a suposta falta de perícia adequada no veículo envolvido no atropelamento. A família cobra acesso às imagens de câmeras de segurança, depoimentos e demais elementos da investigação. Ainda segundo Camila, moradores da região estariam com medo de fornecer imagens e testemunhar sobre o caso por receio de represálias, já que a família da suspeita seria influente no estado.

Durante o relato, ela também lembrou que Maria do Socorro era mãe de Kerolani Oliveira, influenciadora piauiense que morreu após sofrer uma descarga elétrica e teve grande repercussão no estado. Ao final do pronunciamento, a filha da vítima pediu que o caso tenha ampla divulgação e que os responsáveis sejam responsabilizados. “A gente não quer fama. A gente quer justiça e que a verdade apareça”, concluiu.