A Polícia Civil do Piauí , por meio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito que investigou o assassinato da idosa Rita de Cássia Albuquerque Silva , morta com 21 golpes de faca em uma residência na zona leste de Teresina, e indiciou o filho da vítima, Adriano Albuquerque Coelho . O inquérito foi conduzido pela delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios do DHPP, que, em entrevista ao GP1 , na manhã desta quarta-feira (27), apresentou detalhes da investigação , entre eles, o de que o acusado demonstrou possuir ressentimentos com a mãe.
O assassinato da idosa de 75 anos aconteceu no dia 15 de maio, dois dias antes de seu corpo ser encontrado no interior da residência do filho, no bairro São Cristóvão.
“Através da análise das câmeras de monitoramento externas, das casas vizinhas, conseguimos ter uma estimativa do possível horário em que o feminicídio da senhora Rita de Cássia aconteceu. A perspectiva, de acordo com o relatório de análise de imagens, é que teria acontecido entre 11h45 e 13h do dia 15 de maio, sexta-feira”, explicou a autoridade policial.
Acusado demonstrou ressentimento com a mãe
Segundo a delegada, Adriano Coelho demonstrou, em seu depoimento, ressentimento com a mãe. “Durante as investigações, oitivas das testemunhas, o próprio interrogatório do indiciado, ficou claro que existia entre ele um ressentimento em relação à mãe”, disse.
No decorrer da investigação, foi confirmado que o acusado tem esquizofrenia, entretanto, esse fator não impede o indiciamento, como explicou Nathalia Figueiredo. “De acordo com o Código Penal, na prática do crime, é analisado se a pessoa é portadora de alguma doença mental e Se naquele momento essa doença tenha causado uma incapacidade de autodeterminação. Então quer dizer que, mesmo a pessoa tendo uma doença mental, se no momento ela tinha capacidade de discernimento daquilo que estava fazendo, é possível que não seja considerada inimputável”, detalhou.
Ainda conforme a delegada, Adriano lembrava-se de detalhes do crime praticado. “A gente não pode entrar muito no mérito em relação ao interrogatório, mas ele nos passou uma pessoa que se lembrava de fato do que havia acontecido. O que ele dizia era coerente com aquilo que a gente tinha apurado. Então ele tem conhecimento do que aconteceu e da atitude dele, ele lembra de detalhes”, concluiu.
O relatório do inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário e o Ministério Público analisará o caso.