A defesa do empresário José Alves da Costa Filho , acusado de espancar a esposa Bianca Brigida , protocolou um pedido de relaxamento de prisão, cumulado com revogação da preventiva, junto ao 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Teresina.
O pedido, protocolado no último dia 10 de junho, será apreciado pelo juiz João de Castro Silva , sob manifestação da promotora Francisca Silvia da Silva Reis , titular da 19ª Promotoria de Justiça.
No documento, obtido pelo GP1 , os advogados alegam que a prisão em flagrante ocorreu de forma ilegal e pedem que o investigado responda ao processo em liberdade.
Segundo a defesa, José Alves foi preso no dia 3 de maio de 2026, após uma ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha. Os advogados sustentam que a prisão ocorreu na residência da mãe do mecânico, local diferente de onde teria acontecido o suposto desentendimento.
A petição afirma ainda que não houve perseguição policial ininterrupta nem situação de flagrante que justificasse a entrada dos policiais no imóvel sem mandado judicial. A defesa também relata suposto excesso na abordagem, com uso de spray de pimenta e dispositivo de choque elétrico.
Os advogados argumentam que não existem elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva e destacam que o mecânico possui residência fixa e atividade profissional lícita.
No pedido encaminhado à Justiça, a defesa solicita o relaxamento da prisão por suposta ilegalidade do flagrante; a revogação da prisão preventiva; a aplicação de medidas cautelares alternativas, como tornozeleira eletrônica e proibição de contato com a vítima e a expedição imediata de alvará de soltura.
O pedido foi assinado pelos advogados Kaio César Magalhães Osório e Samuel Carvalho Ferreira e aguarda decisão judicial.
Entenda o caso
Era por volta das 20h32 do dia 03 de maio de 2026, quando a esposa de José Filho, Bianca Brigida, foi atingida com um soco no olho e caiu sobre a rua. Momentos antes, ela já havia sido agredida com outro soco. Embora estivesse na companhia de outras duas pessoas, ainda assim José Alves continuou as agressões na frente da irmã e do marido dela, que presenciaram o grave caso de violência doméstica. As agressões contra a vítima somente cessaram após a chegada da polícia.
PM foi acionada e prendeu José Alves
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição do 8º Batalhão da PM recebeu denúncia de que uma mulher havia sido agredida com socos no rosto, em uma residência localizada na quadra 200, onde o casal estava prestes a inaugurar um novo empreendimento.
Ao chegar ao local, os policiais foram informados de que José Filho havia ido embora para casa da sua mãe. Lá os policiais encontraram o suspeito em frente à residência, acompanhado da sua genitora.
Ao perceber a aproximação da Polícia Militar, José Filho entrou rapidamente no imóvel e fechou o portão, deixando a mãe do lado de fora. Após insistência, ele abriu o acesso, mas se recusou a sair, passando a resistir à abordagem de forma agressiva.
Nesse momento, foi necessário o uso progressivo da força para contê-lo, incluindo a utilização de dispositivo de incapacitação neuromuscular (taser) e spray de pimenta. Mesmo assim, ele reagiu com violência, desferindo socos e mordidas contra os policiais, chegando a ferir a mão do comandante da guarnição e danificar o equipamento utilizado.
Ainda conforme o relato da Polícia Militar, a mãe do suspeito tentou interferir na ação policial, dificultando a prisão. Após luta corporal, José Filho foi imobilizado e algemado. O suspeito foi levado para a Casa da Mulher Brasileira, onde foi autuado por lesão corporal no contexto de violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha, além de resistência, desacato e lesão corporal contra agente público.
José Alves da Costa Filho foi submetido a audiência de custódia, ocasião em que o juiz decretou sua prisão preventiva.