O metalúrgico Ramon Araujo Rodrigues, de 36 anos, foi assassinado com vários golpes de faca na madrugada desta terça-feira (09), por volta das 3h, em uma praça localizada em frente ao Cemitério São José, no bairro Matinha, zona norte de Teresina. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ), que já iniciou diligências para identificar e localizar os envolvidos no crime. Segundo informações preliminares, a vítima estava acompanhada de uma mulher no momento do ataque.
De acordo com o delegado Genival Vilela , três homens chegaram ao local em bicicletas e se aproximaram da vítima antes do assassinato. Conforme o relato de uma testemunha, dois suspeitos falaram diretamente com Ramon Araújo Rodrigues, enquanto um terceiro permaneceu mais afastado. Após perguntarem por uma pessoa, os indivíduos atacaram o metalúrgico com golpes de arma branca e fugiram logo depois da ação.
“Sim, o fato cedeu na madrugada de hoje, por volta das três horas. Ali em frente, a pracinha lá que tem no cemitério São José, aquelas mediações. Segundo uma testemunha, o casal estava lá no local, a vítima e uma mulher, quando três indivíduos se aproximaram de bicicleta. Dois deles se aproximaram mais ainda da vítima, um terceiro ficou um pouco distante. E perguntaram por alguém. Logo em seguida, desferiram esses golpes de arma branca na vítima. Em torno de 15 segundos, segundo o perito de local. Nós temos suspeição, foi levantado o nome de dois indivíduos. Estamos colacionando mais informações. Eventualmente, faremos a prisão em flagrante, se for possível, hoje ainda. A motivação do crime nós não temos ainda. Segundo a testemunha que nos relatou, esses indivíduos simplesmente se aproximaram, após citar o nome de alguém, e efetuaram esses golpes de arma branca. E logo em seguida fugiram”, declarou o delegado Genival Vilela.
A Polícia Civil informou que segue tentando localizar a mulher que estava com a vítima no momento do crime para colher mais informações sobre a dinâmica do assassinato. O DHPP também apura a possível motivação do homicídio e trabalha na coleta de imagens e depoimentos que possam ajudar na identificação dos suspeitos citados durante os primeiros levantamentos realizados pela investigação.
“Pelas informações que constam no relatório, a vítima viveria em situação de rua. Usuária de crack. Tinha a profissão de metalúrgico, mas estava desempregada atualmente. Convivia maritalmente com uma pessoa também em situação de rua. Por exemplo, essa pessoa, nós estamos atrás dela, que seria uma testemunha, para ver quais são as informações que ela tem sobre esse crime. Eu consultei, eu não encontrei nenhum processo criminal contra essa vítima. Mas ela tem vários registros de boletim de ocorrência por cumprimento de diligência, abordagem policial. Pelo que eu pude entender, essa vítima foi abordada várias vezes naquela região central da cidade. Então, há vários relatos nesse sentido”, afirmou o delegado do DHPP.