A Justiça determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 162 mil para os proprietários dos postos de combustíveis alvos da operação deflagrada nesta terça-feira (21) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). Além disso, foi arbitrada fiança de R$ 16 mil para os gerentes dos estabelecimentos investigados.
A informação foi confirmada pelo superintendente de Operações Integradas (SOI), delegado Matheus Zanatta, durante entrevista à imprensa na tarde de hoje.
Segundo o delegado, os investigados já foram notificados da decisão judicial e terão que recolher os valores nas próximas horas. Caso a determinação não seja cumprida, a Polícia Civil poderá representar pela decretação da prisão preventiva dos proprietários e gerentes. "O juiz expediu fiança no valor de R$ 162 mil para os proprietários desses postos e de R$ 16 mil para os gerentes. Essas fianças devem ser pagas nas próximas horas, sob pena de os proprietários e gerentes serem presos", afirmou Matheus Zanatta.
Fraudes foram constatadas novamente durante a operação
A operação cumpriu mais de 20 mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí, Bahia e São Paulo e resultou na interdição de 10 postos de combustíveis, sendo oito em Teresina, um em Capitão de Campos e outro em Parnaíba.
De acordo com Zanatta, os estabelecimentos investigados já haviam sido autuados administrativamente em fiscalizações anteriores por irregularidades no fornecimento de combustíveis, mas continuaram praticando as mesmas condutas.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes de fiscalização identificaram novas irregularidades em pelo menos dois postos. "O fato é que eles sofreram várias fiscalizações administrativas, foram autuados diversas vezes e, mesmo assim, davam continuidade a essas fraudes. Durante o cumprimento das buscas, novamente constatamos fraudes na quantidade de combustível em alguns estabelecimentos", destacou.
O que é a "bomba baixa"
Segundo o delegado Matheus Zanatta, uma das principais irregularidades investigadas é a chamada "bomba baixa", situação em que o consumidor recebe menos combustível do que o volume indicado na bomba de abastecimento.
Como exemplo, Zanatta explicou que um motorista pode pagar por 20 litros de combustível, mas receber apenas 18 litros no tanque do veículo.