O Ministério Público do Piauí instaurou um procedimento preparatório para investigar a advogada e servidora concursada da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS), Kaylany Batista Ferreira, por suspeita de estar recebendo indevidamente a remuneração sem pisar no local de trabalho. A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça, Edilsom Farias , na sexta-feira (03).
Conforme o órgão fiscalizador, a funcionária pública está recebendo seu salário normalmente, como consta no Portal da Transparencia, da Prefeitura de Teresina , mas sem aparecer no local de trabalho nenhum dia nos últimos três anos, além de não apresentar justificativa.
“O Ministério Público resolve instaurar procedimento preparatório para colher informações preliminares acerca de suposto recebimento indevido de remuneração por parte da servidora da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS), a qual estaria, há aproximadamente três anos, sem exercer regularmente suas funções”, destaca o MP-PI.
Ainda de acordo com a 34ª Promotoria de Justiça de Teresina, responsável pela apuração do caso, após solicitar informações à FMS, a Fundação informou, por meio de ofício, que abriu um processo administrativo contra a servidora para apurar a situação de possível abandono de cargo.
Já a coordenação da Unidade Básica de Saúde onde a funcionária está lotada como Auxiliar Operacional Administrativo informou que, desde o momento em que assumiu a gerência da referida UBS, em fevereiro de 2025, a servidora já não se encontrava em exercício na unidade, não sendo localizada no ambiente de trabalho nem constando em registros de frequência, assim como não compareceu à unidade nem apresentou requerimentos para justificar ausências.
Diante da situação, o Ministério Público expediu ofício à FMS requisitando que, no prazo de 10 dias úteis, informe o estágio e as eventuais conclusões do processo administrativo disciplinar, encaminhe cópia do ato de nomeação e eventual exoneração da servidora desde sua nomeação, todas as suas folhas de frequência e registros de ponto, bem como demais documentos que demonstrem a efetiva prestação de serviço enquanto lotada nos quadros da FMS.
Outro lado
O GP1 procurou a Fundação Municipal de Saúde, por meio de sua assessoria, mas não obteve retorno. A advogada também não se manifestou sobre a investigação.