O juiz federal Agliberto Gomes Machado , da 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, condenou o empresário Francisco Sodré Lima Gomes a três anos e quatro meses de prisão pelos crimes de uso de documento falso e posse irregular de arma de fogo. A sentença foi proferida no dia 3 de outubro de 2025. Além da condenação, o empresário foi alvo da Operação Paralelo, do GAECO do Maranhão, que desarticulou um esquema de falsificação de documentos.

De acordo com a decisão, Francisco Sodré apresentou à Superintendência da Polícia Federal no Piauí, em 18 de dezembro de 2019, declarações falsas com o objetivo de registrar uma pistola Taurus calibre 9 mm. O empresário afirmou falsamente não responder a ações penais ou inquéritos, embora tivesse três processos e seis investigações em andamento, incluindo uma condenação criminal na 3ª Vara Criminal de Timon (MA). Também apresentou uma declaração de residência falsificada por uma mulher que, em depoimento, negou ter firmado o documento e afirmou que o acusado nunca morou no endereço indicado.

Foto: Lucas Dias/GP1
Justiça Federal

As investigações mostraram que o réu mantinha a arma, munições e acessórios em uma residência diferente da informada à Polícia Federal, em Timon (MA), onde acabou sendo preso em flagrante. O juiz entendeu que Francisco agiu de forma consciente ao usar o documento falso para induzir a administração pública ao erro, obtendo assim o registro da arma. O magistrado rejeitou a tese da defesa, que alegava desconhecimento das falsificações e tentativa de transferir a responsabilidade a um despachante auxiliado pelo primo do réu.

O Ministério Público Federal sustentou que as provas eram suficientes para demonstrar que o empresário sabia da falsidade das declarações e foi o único beneficiado com o registro irregular. A testemunha e os agentes da Polícia Federal confirmaram que o documento usado era falso e que o endereço indicado na documentação não correspondia ao local onde a arma foi encontrada. Para o juiz, as provas demonstraram de forma clara a materialidade e autoria dos crimes, configurando a prática de falsidade ideológica e uso de documento falso com o intuito de burlar o controle sobre armas de fogo.

Na sentença federal, o juiz fixou pena de dois anos e quatro meses de reclusão e 15 dias-multa pelo crime de uso de documento falso, e um ano de detenção e 10 dias-multa por posse irregular de arma, totalizando três anos e quatro meses de prisão, em regime inicial aberto. A pena foi substituída por duas restritivas de direitos: o pagamento de R$ 3.036,00 a uma entidade social e prestação de serviços à comunidade. O magistrado também determinou a destruição da arma e das munições apreendidas e autorizou o réu a recorrer em liberdade, mantendo o valor da fiança depositado para futuras obrigações judiciais.

Alvo de operação do GAECO-MA

Além da condenação na Justiça Federal, Francisco Sodré também foi alvo da 2ª fase da Operação Paralelo, deflagrada em agosto de 2024 pelo GAECO-MA e pela 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR). A operação investigou um esquema de falsificação de documentos públicos e privados, incluindo certidões cartorárias e registros em nome do 1º Ofício de Timon, considerado uma das vítimas.

Sem anúncio no momento

Entre os presos na ação estavam Erlino Mendes de Oliveira Júnior, Rômulo Bruno Sousa Silva (cabo da PM-MA), Heliton Vasconcelos Nascimento, Francisco Marcelo de Sousa, Anderson Silva Cunha e Márcio Oliveira de Araújo, além de Francisco Sodré, apontado como um dos participantes do grupo.

Outro lado

O empresário Francisco Sodré Lima Gomes não foi localizado pelo GP1 . O espaço está aberto para esclarecimentos.