O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas , voltou a ser cotado e pode ser anunciado nos próximos dias como novo chefe da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública. A indicação aguarda aval do novo ministro da pasta, Wellington César , e pode ter o anúncio oficial após a conclusão dos trâmites internos de transição no Governo Federal.

Fontes ouvidas pelo GP1 apontam que o nome do secretário Chico Lucas está forte para o cargo, esperando apenas o convite formal. Com o encerramento da gestão de Ricardo Lewandowski à frente do ministério, o atual secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, deve permanecer temporariamente no cargo apenas para conduzir o processo de transição administrativa. A mudança faz parte da reorganização da equipe ministerial após a troca no comando da pasta.

Foto: Lucas Dias/GP1
Secretário Chico Lucas

O nome de Chico Lucas é apontado como favorito dentro do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública, por sua atuação à frente da pasta no Piauí e pela interlocução mantida com gestores estaduais de diferentes correntes políticas. A indicação conta, inclusive, com apoio de integrantes ligados ao bolsonarismo, como Sandro Avelar, ex-presidente do conselho, atual secretário de Segurança do Distrito Federal e ex-dirigente da Polícia Federal durante o governo de Jair Bolsonaro.

Aliados do secretário citam dados da Secretaria de Segurança do Piauí para contextualizar os resultados da gestão no estado. Segundo os números apresentados, houve redução de 53% nos registros de furto de celulares e de 38% nos furtos de veículos. Também é mencionada a queda nos índices de homicídios, com redução de 33% na taxa por 100 mil habitantes e diminuição de 30% no número absoluto de mortes, que teria alcançado o menor patamar da última década.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, Chico Lucas não pretende disputar cargos eletivos nas próximas eleições. A avaliação no Governo Federal é de que a permanência fora do calendário eleitoral permitiria dedicação integral à agenda da segurança pública nacional.

Sem anúncio no momento