O Centro de Monitoramento da Secretaria da Defesa Civil do Piauí informou que as chuvas já ocorrem na região Sul do estado, mas a tendência é que o período chuvoso se intensifique a partir do mês de fevereiro, especialmente no semiárido piauiense. Apesar da irregularidade nas precipitações, a Defesa Civil avalia que o cenário de 2026 não deve ser mais severo que o registrado em 2025.
Em entrevista à TV GP1 , o professor Werton Costa , diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, explicou que as previsões meteorológicas já indicavam um regime de chuvas irregular, com volumes concentrados em áreas específicas e intercalados por períodos de estiagem temporária, conhecidos como veranicos.
“Estamos diante de um período chuvoso irregular. A predição já alertava para isso. Temos chuvas concentradas em algumas áreas e territórios, com intervalos temporários. Há uma semelhança com a temporada de 2025, mas sem o componente de uma estiagem abrupta ou radical”, afirmou.
Segundo o diretor, a presença do fenômeno La Niña tem favorecido bons volumes de chuva na região do Cerrado, onde alguns municípios já registram índices acima da média histórica. No entanto, ele ressaltou que essas precipitações ainda precisam alcançar outras regiões do estado.
“Está chovendo muito bem no Cerrado, mas essa chuva precisa subir um pouco no mapa, chegar ao Médio Parnaíba, a Teresina, Cocais e ao litoral. Atualmente, as chuvas estão mais concentradas na faixa da Chapada das Mangabeiras, do território do Alto Parnaíba até Oeiras”, explicou.
Werton Costa destacou ainda a preocupação com o semiárido piauiense, que enfrenta déficit hídrico e reservatórios em níveis críticos. “Nossa maior preocupação é a chuva chegar ao semiárido, uma região que já apresenta déficit hídrico, com reservatórios caminhando para o volume morto. Quando se tem segurança hídrica, há segurança alimentar, o que representa esperança para as roças e para o homem do campo”, pontuou.
De acordo com a Defesa Civil, as chuvas continuam ocorrendo de forma isolada em diversas regiões do estado, e a expectativa é que os volumes se tornem mais regulares e intensos a partir de meados de fevereiro. “Teremos um período de supressão pluviométrica que deve atrasar o calendário agrícola, mas nada comparável a fevereiro de 2025, quando houve praticamente ausência de chuvas em regiões como a Serra da Capivara e o Vale do Itaim. Esse cenário não tende a se repetir”, concluiu o diretor.