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Piauí

Gaeco deflagra operação Sesmaria e prende juiz Cícero Rodrigues

Os alvos da operação são acusados de praticar crimes como falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de quadrilha.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, em conjunto com a Polícia Civil do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado – GRECO, deflagrou na manhã desta sexta-feira (03) a Operação Sesmaria com o objetivo de desarticular uma organização criminosa, responsável pela grilagem de milhares de hectares de terras, na região Sul do estado. As investigações tiveram início na Comarca de Canto do Buriti e estão sob o comando do promotor José Willian.

Os alvos da operação são os advogados Manoel Francisco de Sousa Cerqueira Júnior, Lincoln Hermes Saraiva Guerra, o juiz aposentado Cícero Rodrigues Ferreira da Silva e o engenheiro agrimensor José Robert Leal Rocha. Eles são acusados de crimes como falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de quadrilha.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Advogado Manoel CerqueiraAdvogado Manoel Cerqueira

Segundo o coordenador do GAECO, Rômulo Cordão, a investigação do Ministério Público e da Polícia Civil foi deflagrada para averiguar possíveis crimes ligados a grilagem de terra. “Se verificou [na investigação] fortes indícios de fraudes em cartório, peculato, falsidade ideológica e a organização criminosa e utilizava de uma pessoa do judiciário, no caso o juiz Cícero, no sentido de facilitar a atuação dessa quadrilha, de entrar com ações a fim de retificar áreas de terras e conseguir se apossar de terras que pertenciam ao estado ou a terceiros”, disse.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Rômulo CordãoRômulo Cordão

Após a prisão os acusados foram encaminhados para a sede do Gaeco para prestar esclarecimentos.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1Engenheiro Agrimensor, José Roberto Leal RochaEngenheiro Agrimensor, José Robert Leal Rocha

Por volta das 9h50 José Robert e Manoel Cerqueira saíram do Gaeco, levados por uma equipe da Força Tática do 5º Batalhão da Polícia Militar para o Instituto de Medicina Legal (IML) para realização do exame de corpo e delito. Depois eles serão encaminhados para o Corpo de Bombeiros.

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