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TJ-PI mantém decisão e Allisson Wattson vai a Júri Popular

A decisão da pronúncia foi mantida em audiência nesta quarta-feira (17), na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí.

O ex-capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson, acusado de matar a estudante Camilla Abreu, irá a Júri Popular. A decisão de pronúncia foi mantida em audiência nesta quarta-feira (17), na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí.

A defesa do capitão havia entrado com recurso após a pronúncia do ex-PM ocorrida em abril do ano passado, pedindo para que ele não fosse julgado pelo Júri, porém nesta quarta os desembargadores José Francisco Nascimento e Edivaldo Moura seguiram o voto do relator, o desembargador Pedro Macedo Alcântara, que manteve a decisão argumentando que em crimes dolosos contra a vida e tendo autoria definida a competência é exclusiva do Tribunal Popular do Júri.

  • Foto: Instagram/Allisson WattsonAllisson WattsonAllisson Wattson

A defesa de Allisson, representada pelo advogado Pitágoras Veloso, revelou após a audiência que irá recorrer da decisão de hoje em 2ª instância.

O caso será julgado na 2ª Vara do Tribunal do Júri de responsabilidade da juíza Maria Zilnar Coutinho. Ainda não há data prevista para o julgamento acontecer.

Relembre o caso

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu no dia 26 de outubro. Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias e afirmou não saber do paradeiro da jovem.

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do Rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allisson disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido.

  • Foto: Facebook/Camilla AbreuCamilla AbreuCamilla Abreu

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro.

Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allisson disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. No dia 31 de outubro, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante.

Na manhã de 1º de novembro, o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu. Laudo cadavérico da estudante Camilla Abreu concluiu que a jovem foi arrastada antes de morrer.

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