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Comandante Lindomar Castilho expulsa PM acusado de matar radiologista

A decisão do coronel Lindomar Castilho, comandante da Polícia Militar do Piauí, foi dada no dia 27 de novembro deste ano. Ainda cabe recurso.

O coronel Lindomar Castilho, comandante da Polícia Militar do Piauí, expulsou o policial militar Max Kellysson Marques Marreiros da instituição. Ele é acusado de matar o radiologista Rudson Vieira Batista da Silva, dentro de um bar, em 2019. A decisão foi dada no dia 27 de novembro deste ano.

Consta que foi aberto processo administrativo disciplinar contra o PM, que não possui estabilidade, em decorrência de indícios de transgressões disciplinares de natureza grave que afetaram a administração, o pundonor policial militar e o decoro da classe policial.

  • Foto: Arquivo PessoalMax Kellysson e Rudson VieiraMax Kellysson e Rudson Vieira

Segundo o processo, por volta das 00h50min, em 02/12/2019, no Boteco do Gil, em Teresina, o soldado Max Kellysson Marques Marreiros, após desentendimento com a vítima, efetuou disparo de arma de fogo em sua direção, que morreu no hospital dias depois.

Depoimentos de testemunhas e acusado

Testemunhas relataram, no âmbito do inquérito policial, que o PM encontrava-se em visível estado de embriaguez alcoólica, importunando as mulheres que se encontravam naquele bar, oferecendo-lhes cerveja, ocasião em que a vítima interviu e solicitou ao acusado que deixasse de incomodar àquelas mulheres. Após a solicitação da vítima, o acusado assentiu com o pedido e inesperadamente sacou a arma de fogo que portava e efetuou um disparo em Rudson Vieira, atingindo-o na altura do pescoço.

Já o policial confirmou à autoridade policial que era verdadeira a acusação que lhe é feita, inclusive as provas até ali apuradas, confirmando que estava em posse da Pistola Taurus PT, e que ela pertence à carga da PM-PI. Ele disse ainda que levou um soco, o que foi confirmado pelas testemunhas oculares, e que procurou os seguranças do local após efetuar o disparo, voluntariamente entregando a sua arma e sua identifiação militar a uma pessoa que se identificou como sendo policial militar.

Relatório e decisão

A Comissão Processante emitiu relatório em 23/09/2020 se manifestando pela procedência das acusações imputadas ao acusado, pronunciando-se pelo licenciamento a bem da disciplina das fileiras da corporação.

O comandante então julgou procedentes as acusações imputadas ao soldado e o julgou culpado pela prática da conduta descrita na inicial e consequente malferimento aos preceitos militares, com afronta à honra, a ética e a moralidade dos princípios referentes à classe militar e que foram infringidos diante do envolvimento do policial na prática de homicídio (transgressão disciplinar de natureza grave).

Por fim, aplicou a punição de licenciamento a bem da disciplina ao soldado Max Kellysson por considerá-lo incapaz de permanecer nas fileiras da Polícia Militar do Estado do Piauí na situação de atividade em que se encontra.

A decisão ainda cabe recurso.

Relembre o caso

O radiologista Rudson Vieira Batista da Silva, de 32 anos, foi baleado na noite de 1º de dezembro de 2019, durante um desentendimento com um policial militar identificado como Max Kellysson Marques Marreiro, em um bar no Buenos Aires, zona norte de Teresina. Ele chegou a ficar internado no Hospital São Marcos, mas morreu no dia 7 de dezembro.

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