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Greve dos motoristas e cobradores de ônibus completa um mês em Teresina

De acordo com o Sintetro, o Setut não recebeu a categoria para uma negociação. A greve acontece desde o dia 8 de fevereiro.

A população da cidade de Teresina já está há um mês sem o serviço de transporte público municipal desde que os motoristas e cobradores resolveram cruzar os braços, no último dia 8 de fevereiro, após falta de pagamento pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (Setut).

Na última quinta-feira (4), os motoristas e cobradores de ônibus se reuniram e decidiram continuar o movimento grevista em Teresina. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário (Sintetro), o Setut não recebeu a categoria para uma negociação.

Foto: Lucas Dias/GP1Interior dos novos ônibus entregues pela Prefeitura de Teresina
Interior dos ônibus entregues pela Prefeitura de Teresina

A categoria reivindica a realização de acordo coletivo ano 2021, a manutenção do salário no valor de R$ 2.028,00, pois atualmente está sendo pago R$ 1.941,00 e cobram ainda a reposição de benefícios que os trabalhadores alegam terem sido retirados durante a pandemia de covid-19.

Pagamentos de salários não garantidos

Na sexta-feira (05), o vice-presidente do Setut, Marcelino Lopes, informou que o sindicato aceitou a proposta da Prefeitura de Teresina para parcelarmento do débito de R$ 26 milhões em 20 vezes. A dívida é referente até o mês de setembro de 2020, ainda na gestão do prefeito Firmino Filho.

Mesmo com o dinheiro que chegará a entrar nos cofres das empresas, Marcelino destacou que não é garantido o pagamento dos salários a partir de abril, pois é necessário que se tenha receita para pagar as remunerações. “Estamos contando com esse valor, mas vamos complementar para pagar janeiro e fevereiro. As próximas folhas, a partir de 5 de abril, teremos os R$ 970 mil do parcelamento da prefeitura e vamos torcer para que o sistema volte a ter receita que dê para pagar o salário de quem tiver trabalhando, claro que queremos que a prefeitura continue pagando o que é de responsabilidade dela”, enfatizou.

Foto: Alef Leão/GP1Marcelino Lopes
Marcelino Lopes

"Não existe receita para pagar sequer salário"

Quanto às reivindicações dos trabalhadores como convenção coletiva, pagamento do plano de saúde e ticket-alimentação, Marcelino disse que o momento não é para esse tipo de discussão.

“Desde março de 2020 que não tem o plano de saúde e o ticket, não é nenhuma novidade, desde o início da pandemia que foi cortado por falta de receita. Negociar o quê? Temos que negociar é a manutenção dos postos de trabalhos, nós tínhamos 400 ônibus um ano e meio atrás e hoje rodam 222 ônibus. Essa é nossa visão porque estamos preocupados também em melhorias para o sistema. As empresas estão abertas para qualquer tipo de controle de fiscalização da prefeitura para comprovar que não estamos com invenção, não existe receita para pagar sequer salário”, argumentou.

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