A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (2), a Operação Intolerans , visando combater ataques cibernéticos, do tipo negação de serviço, que atingiram parlamentares federais. Os senadores e deputados federais manifestam apoio ao Projeto de Lei nº 1904/2024, conhecido como PL do Aborto , foram os alvos dos ataques.
A operação contou com uma cooperação jurídica internacional, envolvendo parceiros estrangeiros. Por meio de nota oficial, a PF informou que as investigações objetivam identificar todos os envolvidos e responsabilizar os autores dos ataques.
De acordo com o inquérito, diversos sites dos deputados federais e senadores foram alvos de investidas coordenadas, o que levou à instabilidade e dificultou a comunicação institucional, além disso, prejudicou atividades legislativas. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos localizados em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).
O PL do Aborto, defendido pelos parlamentares que foram alvos dos ataques, tramitou na Casa em 2024. De autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) , o projeto fixa em 22 semanas de gestação como prazo máximo para abortos legais. Segundo o projeto, caso a mulher realize o aborto em si mesma ou permita que um terceiro o faça, a pena passa de uma três anos de prisão para seis a 20 anos, ou seja, caso o procedimento seja realizado com ou sem consentimento, a pena passa a ser de seis a 20 anos.