Mais de uma tonelada e meia de maconha foi apreendida pela Polícia Civil e pela Polícia Militar na última sexta-feira (18), em uma operação realizada na zona rural de Cristino Castro, localizada no Sul do Piauí. De acordo com o Departamento de Repressão ao Narcotráfico ( DENARC ), a droga seria encaminhada ao Sudeste do Brasil.
A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (21). Durante a entrevista, o comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Scheiwann Lopes , reforçou que mais de uma tonelada e meia foi apreendida e parte do entorpecente foi incinerada no local. “Mais de uma tonelada e meia foi apreendida e trazida para Teresina para registro, e o restante foi incinerado no próprio local. Mais uma ação exitosa da integração das nossas forças de segurança”, disse.
O comandante detalhou ainda como a operação foi organizada. Segundo ele, a plantação vinha sendo monitorada há mais de 12 dias. “Esse monitoramento começou com a nossa Diretoria de Inteligência, que colheu a informação, aprofundou a investigação e confirmou a localização. De imediato, o Comando-Geral deliberou pela urgência da operação, considerando a fase de colheita e comercialização. Convocamos os comandos especializados, como o BEP, com o tenente-coronel Alves, além do coronel Galvão, chefe do Departamento de Operações. Em seguida, fizemos contato, por meio do DGO, com a Delegacia do DENARC, na pessoa do delegado Samuel, e, em poucas horas, a operação já estava montada”, completou.
Droga seria levada para o Sudeste do país
De acordo com o delegado Samuel Silveira, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), a droga tinha como destino o Sudeste do país. “Essa droga tinha como destino o Sudeste do país. É uma maconha de qualidade elevada dentro da cadeia de produção do tráfico. A forma de embalagem a vácuo visa justamente preservar o cheiro e o conteúdo, para, numa próxima fase, em outro estado, passar pela prensagem e receber a marca criminosa antes de ser distribuída”, explicou.
Ainda segundo Samuel Silveira, os 130 mil pés de maconha foram cultivados com uma grande estrutura organizada por envolvidos ligados a facções de fora do Piauí. A operação causou um prejuízo milionário aos criminosos. “Pelo porte da operação, fica claro que havia grande estrutura por trás — placas solares, tratores, terreno preparado para uma segunda safra. Isso mostra o suporte que esses traficantes tinham na região. Na verdade, os envolvidos têm ligações com estados vizinhos e facções de fora. Não se trata de uma célula do Piauí, mas de um braço operacional de organizações de outros estados que vieram produzir aqui”, completou.