O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou operação na manhã desta quarta-feira (29) para dar cumprimento a dois mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação que apura o assassinato de Francisco de Abreu Silva Filho, ocorrido no dia 9 de março deste ano no bairro Mafrense, na zona norte de Teresina.
Em entrevista à imprensa, o delegado Genival Vilela deu detalhes do crime e afirmou que dois indivíduos foram presos durante os cumprimentos dos mandados de busca. O primeiro se trata de Erick Santana, apontado como um dos executores do homicídio, que foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no bairro Maradouro.
“Essa vítima morreu no dia 09 de março, quando estava conversando com um cidadão que trabalha com um trator e disse que tinha a intenção de aterrar uma lagoa para fazer uma obra. De repente chegaram dois indivíduos a pé, efetuaram dois disparos de arma de fogo contra essa vítima e fugiram. Hoje demos cumprimento a dois mandados de busca em dois imóveis diferentes, em um dos imóveis um dos investigados do caso foi pego com arma de fogo e será autuado. Ele seria um dos executores do crime. Ele nega esse crime, mas temos informação que apontam ele como um dos executores”, pontuou a autoridade policial.
Segundo preso
O segundo indivíduo preso foi identificado como João Paulo, foragido do sistema penitenciário. O delegado Genival Vilela afirmou que a participação dele no crime ainda será investigada. “No outro imóvel havia um indivíduo foragido do sistema penitenciário, então ele foi capturado e será entregue no local de onde ele fugiu. As investigações estão em andamento”, afirmou.
Possível envolvimento com facções
Genival Vilela ainda comentou que a morte pode ter sido causada pela briga de facções criminosas. “Pode ser que tenha relação [envolvimento da vítima com o tráfico de drogas], mas há informações que pode haver relação com briga de facções criminosas, essa vítima tinha alguma ligação com um indivíduo de uma facção e teria sido morta pela facção rival. Nós recolhemos aparelhos celulares que serão analisados e verificaremos se há alguma informação de interesse da investigação, caso não haja serão devolvidos”, finalizou.