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Polícia

Juiz nega liberdade a acusados de matar cabo Valdir Mendonça

As decisões do juiz de direito Almir Abib Tajra Filho, respondendo pela 8ª Vara Criminal de Teresina, são da quarta-feira (19).

O juiz de direito Almir Abib Tajra Filho, respondendo pela 8ª Vara Criminal de Teresina, negou os pedidos de revogação da prisão preventiva requeridos por José Soares Torres Neto e Regifran Marques Santos, acusados do latrocínio (roubo seguido de morte) contra o cabo da Polícia Militar, Valdir Mendonça do Vale. As decisões são da quarta-feira (19).

No pedido, Regifran alegou fazer jus a liberdade por ser primário, ter residência fixa, ser trabalhador honesto e ser um cidadão respeitado na cidade. Já José Soares pediu a liberdade por ser primário, de bons antecedentes e que sempre trabalhou de forme lícita.

  • Foto: Facebook/Valdir do ValeCabo Valdir Cabo Valdir

O Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão preventiva dos dois acusados.

Em relação a Regifran, o juiz afirmou que estão presentes a materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria contra ele, que se encontram devidamente demonstrados nos autos, através do depoimento do próprio acusado em sede de inquérito policial, que assumiu ter participado do roubo, pilotando a motocicleta usada no crime, que culminou com a morte da vítima.

Quanto a José Soares, o magistrado destacou que se encontram devidamente demonstrados nos autos, através do depoimento dos outros acusados e das demais provas acostadas, dando conta de que o acusado, supostamente, seria um dos autores intelectuais do delito.

O juiz concluiu que há fundamentos suficientes que evidenciam a manutenção da prisão preventiva dos dois acusados, em especial, na garantia da ordem pública, de modo que, neste momento, não há possibilidade de aplicação de qualquer medida cautelar diversa da prisão prevista no art. 319 do CPP, tampouco a possibilidade de concessão de liberdade provisória sem ônus.

Relembre o caso

O cabo da Polícia Militar, Valdir do Vale, foi assassinado com dois tiros, no dia 7 de março deste ano, na Avenida Jóquei Clube, em frente à faculdade Camilo Filho, na zona leste de Teresina.

O PM passava próximo a Clínica Ortomed, quando presenciou dois criminosos tentando realizar um assalto ao tesoureiro do estabelecimento. Ele perseguiu os suspeitos e trocou tiros com os bandidos. Cabo Valdir foi atingido com um tiro na perna e outro no peito.

Uma menor de idade, identificada pelas inicias V. N. P., de 17 anos, estagiária da Clínica Ortomed, foi apreendida no dia 8 de março, suspeita de ter repassado informações privilegiadas aos assaltantes, que realizaram um roubo que resultou na morte do policial militar.

De acordo com informações repassadas pelo tenente-coronel John Feitosa, diretor de comunicação da Polícia Militar, a estagiária confessou para polícia que aceitou a proposta de receber R$ 3.000,00, se o roubo do dinheiro da clínica desse certo.

Uma operação conjunta entre as Polícias Civil e Militar prendeu duas pessoas acusadas de envolvimento na morte do cabo Valdir Mendonça do Vale. As prisões aconteceram dois dias depois do crime. Foram presos: Wilberson de Sousa Silva, de 27 anos de idade, em uma residência no bairro Monte Castelo, e Luis José de Oliveira Neto, de 34 anos, em um salão de beleza localizado na Avenida Nações Unidas.

Regifran Marques Santos e José Santos Torres Neto, o Zé Neto, foram presos em seguida. De acordo com informações do coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Barêtta, Regifran, que atuava clandestinamente como mototaxista, contou em depoimento à polícia, que foi convidado por Zé Neto para ajudar na fuga dos assaltantes após a ação.

Um último acusado de participação no crime, Juliano Kelson Mourão da Silva, se entregou na Delegacia de Homicídios em Timon e confessou ter atirado no policial.

Imagens de câmera de segurança mostram assalto que resultou na morte do cabo. Assista abaixo!

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